Mendonça Filho propõe mudança na PEC da Segurança Pública para evitar concentração de poder

Câmara dos Deputados

Relator busca reequilibrar os poderes do Conselho Nacional de Segurança Pública

Relator da PEC da Segurança Pública, Mendonça Filho busca evitar a centralização de poderes no Conselho Nacional de Segurança Pública.

Mendonça Filho e a PEC da Segurança Pública

O relator da Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública (PEC 18/25), deputado Mendonça Filho, anunciou em audiência pública na Câmara dos Deputados a intenção de apresentar um novo texto visando reequilibrar os poderes do Conselho Nacional de Segurança Pública e Defesa Social (CNSP). A data da audiência foi 24 de novembro de 2025, e a proposta busca prevenir a centralização de poderes nesse conselho, assegurando que ele permaneça como um órgão consultivo, com a participação obrigatória de representantes dos estados.

A proposta de reequilíbrio dos poderes

Mendonça Filho expôs sua preocupação com a configuração atual do CNSP, afirmando que o conselho, nos moldes propostos, poderia se transformar em um “parlamento sem voto”. Para ele, é vital que o papel do Poder Legislativo e a autonomia dos estados sejam respeitados. “Não existe essa possibilidade de um conselho usurpar nosso poder e responsabilidade como deputados eleitos”, afirmou o relator, ressaltando que sua proposta incluirá uma composição definida em lei, paritária, com representantes dos estados e operadores de segurança pública.

Fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública

A PEC 18/25 tem como objetivo constitucionalizar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), atualmente regulado por lei ordinária. Além de fortalecer o papel do governo federal no planejamento e coordenação da segurança pública, a proposta prevê que o CNSP sirva como consultor do governo em decisões políticas e de planejamento referentes à segurança pública. Desde sua criação em 2018, o CNSP conta com 60 membros e merece uma abordagem mais direta sobre sua atuação e impactos.

Novas fontes de financiamento para a segurança

Durante o debate, Mendonça Filho defendeu a inclusão de novas fontes de financiamento para a segurança pública, similar ao que já acontece nas áreas de saúde e educação. Ele criticou a burocracia do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), que atualmente destina apenas 30% dos recursos a obras, o que, segundo ele, atrasa a solução do déficit de vagas prisionais. Mendonça também se comprometeu a ampliar as atribuições da Polícia Penal na Constituição, permitindo sua atuação em áreas de investigação e inteligência no combate ao crime organizado.

O sistema prisional e sua relevância

Representantes de secretarias e conselhos de segurança pública presentes na audiência destacaram a importância do sistema prisional dentro do contexto da segurança pública. Rafael Pacheco, presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Estado da Justiça, Cidadania, Direitos Humanos e Administração Penitenciária, enfatizou a necessidade urgente de incluir o sistema prisional nas discussões sobre segurança, alertando que o aumento de penas deve ser acompanhado de planejamento e recursos adequados. Ele destacou que um presídio com capacidade para 800 vagas pode custar cerca de R$ 150 milhões.

A ampliação das atribuições da Polícia Federal

Além das mudanças propostas, a PEC também amplia as atribuições da Polícia Federal para investigar organizações criminosas e milícias interestaduais. Com essa proposta, o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e o Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) serão constitucionalizados, assegurando que seus recursos não possam ser contingenciados. Esses fundos são fundamentais para o financiamento federal das ações de segurança pública no país.

Conclusão

A PEC da Segurança Pública representa um marco importante nas discussões sobre segurança no Brasil, buscando um equilíbrio entre a autonomia dos estados e o fortalecimento do papel do governo federal. A tramitação dessa proposta promete gerar debates significativos sobre o futuro da segurança pública no país.

Fonte: www.camara.leg.br

Fonte: Câmara dos Deputados

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