Menor desequilíbrio entre oferta e procura desacelera reajuste do aluguel, mas mercado de locações residenciais se mantém aquecido em Curitiba

Divulgação.

Em meio à expansão da oferta, com maior volume de residenciais disponíveis para aluguel na capital desde janeiro, única unidade de locações da JBA alcança a marca de mil imóveis alugados em apenas seis anos de atividades

 

A expansão do volume de imóveis residenciais disponíveis para locação em Curitiba desacelerou a alta nos preços de aluguel na capital. Mas, com a taxa básica de juros ainda elevada e a grande demanda por imóveis bem localizados e com faixas de preços mais acessíveis, o mercado de locações se mantém aquecido na capital.

Depois da escalada nos valores das locações, que começou em 2022, após a pandemia, a capital caminha para a estabilização dos preços. De janeiro a setembro, o reajuste foi de 6,3%, abaixo da média nacional, com alta acumulada de 8,9% nos últimos 12 meses, segundo o índice FipeZap. Nos anos anteriores, para efeito de comparação, o índice ultrapassou 20% em diversas ocasiões.

Segundo levantamento do Secovi Inteligência, a capital registrou, em agosto, o maior volume de imóveis disponíveis para locação desde janeiro de 2026. Ainda assim, a Locação Sobre a Oferta (LSO) residencial chegou a 22,4% em agosto. O indicador, que mostra a relação entre os imóveis disponíveis e os locados no período, foi o maior desde fevereiro, mês que tradicionalmente tem alta procura, porque concentra mudanças de famílias com filhos em idade escolar, transferências profissionais e a chegada de estudantes universitários.

Proporção recorde de lares alugados

Em 2025, Curitiba alcançou a maior proporção de lares alugados – 27,5%, de acordo com a Pnad Contínua, do IBGE. Ou seja, uma em cada quatro famílias curitibanas atualmente vive em um imóvel locado. Entre os fatores que explicam o crescimento está a taxa de juros, que mesmo com cinco reduções sucessivas está em 13,75%. Além disso, contam o aumento no número de moradores sozinhos e de universitários ou jovens profissionais que chegam a Curitiba em busca de formação acadêmica ou capacitação profissional.

O impacto desse recorde é percebido pelo mercado imobiliário. A atual conjuntura contribuiu para que a única unidade de locações da JBA Imóveis alcançasse a marca histórica de mil imóveis alugados em pouco mais de seis anos de atividades, “um número que estava entre as nossas metas, mas que foi alcançado com uma estrutura mais sólida do que a inicialmente projetada, com o crescimento acentuado das locações”, conta o sócio-diretor da JBA Aluguel, Lucas Delagnelo.

Segundo o executivo, o crescimento consistente no volume de locações em Curitiba permitiu fazer investimentos em processos, gestão de qualidade, novas tecnologias e formação da equipe, que já conta com cerca de 30 profissionais. “Crescer em número de contratos é relativamente fácil. O difícil é crescer sem perder qualidade no atendimento de locatários e também locadores”, afirma.

Curitiba como destino dos investidores

Segundo o analista do mercado imobiliário curitibano, o crescimento do volume de investidores atraídos para Curitiba, que já é o 4o mercado imobiliário vertical do Brasil, traz à capital um novo perfil de locatário. Atraídos pela forte valorização imobiliária e sequência de lançamentos voltados a diferentes modalidades de locações, eles buscam atendimento especializado em geração de renda passiva. “Há uma mudança importante no comportamento dos proprietários, que não querem apenas alguém para encontrar inquilino, mas uma empresa capaz de oferecer previsibilidade e segurança na administração do imóvel”, ressalta Delagnelo.

No primeiro trimestre, 70% dos lançamentos verticais de Curitiba eram de tipologia compacta. “Um movimento observado com atenção pelo setor e que deve impactar o mercado das locações em breve é o crescimento de projetos desenvolvidos especificamente para locação, modelo conhecido como build to rent”, complementa.

Por enquanto, as preferências não são por studios e microapartamentos. Entre as unidades residenciais alugadas em agosto, segundo o Secovi Inteligência, os apartamentos de um dormitório tiveram o maior LSO, de 23,5%. Na carteira da JBA Aluguel, os apartamentos de dois dormitórios, com cerca de 45 metros quadrados de área privativa, aparecem como o produto de maior demanda.

Caminhabilidade como fator de escolha

Outra tendência observada pelo mercado de locações e que exige estratégia na angariação de imóveis para aluguel é a crescente valorização da localização, considerando a caminhabilidade. Ela mede a facilidade de realizar atividades cotidianas a pé, como ir ao trabalho, fazer compras e se divertir. “Os imóveis mais buscados são os bem localizados, próximos de transporte, comércio e serviços, o que explica o fato do Centro ter a preferência para aluguel em Curitiba”, avalia.

Segundo o levantamento do Secovi Inteligência, o Centro liderou as locações residenciais em agosto na capital, concentrando 14,4% dos contratos. “A busca é por praticidade e opções que encurtam distâncias no dia a dia, o que resulta em economia financeira e de tempo, algo que tem cada vez mais valor para as pessoas”, completa.

Garantia de repasse aos proprietários

Além da busca estratégica por imóveis que atendam às principais demandas por locação residencial, o controle da inadimplência é fator determinante para a escolha da imobiliária pelo proprietário, mesmo diante do cenário de estabilidade no Paraná.

De acordo com o Índice de Inadimplência de Aluguéis, calculado pela Loft, o IIA foi de 5,2% em outubro no Paraná, o segundo menor do país. Em setembro, foi de 5%. Na pesquisa do Secovi Inteligência, o indicador de inadimplência que considera apenas atrasos superiores a 30 dias foi de 0,9% em agosto. O índice está relacionado, entre outros fatores, às análises cadastrais realizadas pelas imobiliárias antes da efetivação dos contratos.

Na JBA, uma política adotada desde 2019 prevê o repasse do aluguel aos proprietários no dia 15 de cada mês, independentemente de o locatário ter realizado o pagamento naquele momento. Segundo Delagnelo, o modelo é sustentado por análise de crédito, cobrança ativa e utilização de modalidades de garantia. “O aluguel em dia para os proprietários é um grande diferencial, somente possível pela rigorosa análise dos inquilinos e pelo trabalho com garantias sólidas”, afirma.

Segundo Delagnelo, a fiança continua sendo uma modalidade tradicional, mas restrita, em função da dificuldade em conseguir fiador. Já a caução é mais simples, embora limitada a três meses de aluguel. Seguro-fiança, aquisição de título de capitalização e garantidoras oferecem outras possibilidades de cobertura e podem facilitar a contratação.

 

Fonte e foto: Assessoria de Imprensa.

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