O índice FTSE 100, que representa as maiores empresas listadas em Londres, teve uma queda de 0,1%, fechando a 10.822,13 pontos. O FTSE 250, que abrange empresas de média capitalização, também apresentou um recuo, desta vez de 0,3%. A alta nos preços do petróleo, que se aproximaram das máximas de seis semanas, foi um dos principais fatores que impactaram negativamente o mercado. Além disso, a tensão entre os EUA e o Irã, com ataques a embarcações no Estreito de Ormuz, manteve o fluxo de petróleo bruto reduzido.
A inflação resultante da guerra tem gerado expectativas em torno de um aumento nas taxas de juros em diversas economias. Os dados de emprego positivos dos EUA, divulgados na última sexta-feira, contribuíram para elevar as apostas de que o Federal Reserve poderá aumentar as taxas já neste mês.
Diversos setores do FTSE 100 apresentaram queda na sessão de segunda-feira. Os setores de cuidados pessoais e medicamentos, assim como alimentos e bebidas voltados ao consumidor, foram alguns dos mais afetados, registrando recuos de 0,9% e 1,3%, respectivamente. Em contrapartida, o setor de energia se destacou com altas nas ações da BP e da Shell, ambas em torno de 1%.
Nesta semana, o mercado estará atento aos dados sobre inflação nos EUA e ao crescimento econômico do Reino Unido, em busca de sinais que possam influenciar o desempenho das economias.
Recentemente, o FTSE 100 teve variações pequenas, enquanto o FTSE 250 enfrentou sua maior queda semanal desde o início de junho, em função do aumento nos rendimentos dos títulos que impactaram os ativos de risco. O novo ministro das Finanças britânico, John Healey, fez sua estreia em um discurso, apresentando uma visão mais otimista para a economia, antecipando a apresentação do orçamento anual.
Entre as ações que se destacaram, a Standard Life viu suas ações subirem 2% após reportar lucros acima do esperado no primeiro semestre. Por outro lado, a gestora de ativos Ashmore teve um aumento de 17% no lucro anual, embora tenha ficado ligeiramente abaixo das previsões de analistas, resultando em alta de 1% nas suas ações.