Mesmo derrotado, Alexandre Curi mantém fila de lideranças em seu gabinete

Na última terça-feira (20), o gabinete de Alexandre Curi (Republicanos) registrou movimento intenso de deputados eleitos e reeleitos, prefeitos, lideranças de várias regiões e amigos, todos à espera de uma conversa com o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná. O cenário contrasta com a expectativa de esvaziamento após a derrota eleitoral.

A derrota ao Senado interrompeu um projeto, mas não eliminou a rede de relações construída ao longo da trajetória de Curi, que começou como vereador de Curitiba e chegou ao sexto mandato consecutivo como deputado estadual. Em publicação nas redes sociais, ele próprio lançou a pergunta: “O que passa na cabeça dele?”.

O movimento, porém, não garante apoio futuro. Parte da procura decorre das atribuições do cargo de presidente da Assembleia. O teste mais revelador virá após o encerramento do mandato, quando já não houver a estrutura do posto.

A derrota também é analisada no contexto das escolhas do grupo governista. Ratinho Junior apostou em uma estratégia de sucessão que não produziu o resultado esperado, e, na avaliação apresentada, Curi pagou parte dessa conta ao disputar uma eleição que exigia força própria enquanto carregava o peso de decisões do comando político ao qual estava associado.

Apesar do resultado, a cena indica que lideranças ainda consideram que Curi tem algo a dizer. O gabinete cheio não assegura o futuro, mas sinaliza que ele não pretende se ausentar dos próximos quatro anos.

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