Ex-advogado revela coerção para depoimentos alinhados à acusação contra o ex-presidente
Michael Cohen afirma que promotores de Nova York pressionaram e cooptaram seu depoimento para acusar Donald Trump.
Michael Cohen, ex-advogado pessoal do ex-presidente Donald Trump, afirmou que promotores de Nova York pressionaram e cooptaram seus depoimentos para que estes servissem à acusação contra Trump. Em declaração publicada em sua página no Substack, Cohen acusou os promotores do Distrito de Manhattan e da Procuradoria Geral de Nova York de buscarem apenas informações que consolidassem seus casos contra o ex-presidente, ignorando qualquer testemunho que não se enquadrasse na narrativa desejada.
Pressão para testemunhos alinhados
Segundo Cohen, ele sentiu uma constante pressão para fornecer apenas informações que garantissem a condenação de Trump. “Fui pressionado e coagido a fornecer informações e depoimentos que satisfizessem o desejo do governo de construir os casos contra e obter uma sentença e condenações contra o presidente Trump”, escreveu. Ele relatou ainda que, quando seus depoimentos não eram suficientes para algum ponto que os promotores queriam destacar, eram feitas perguntas sugestivas para direcionar suas respostas conforme o interesse da acusação.
Casos judiciais e contexto político
Cohen foi testemunha chave em dois processos importantes contra Trump. Em 2023, testemunhou em um caso civil movido pela Procuradoria Geral de Nova York, que resultou na responsabilização do ex-presidente por fraude na inflação dos ativos para conseguir melhores condições de empréstimos. No ano seguinte, participou do julgamento criminal no Distrito de Manhattan, onde Trump foi condenado por 34 acusações de falsificação de registros comerciais.
O ex-advogado também apontou que os promotores Letitia James e Alvin Bragg teriam interesse pessoal e político, usando os casos para alavancar suas carreiras ao se apresentarem como responsáveis pela queda de Trump. “Eles confundiram a linha entre justiça e política; e, neste borrão, a credibilidade de ambos sofreu”, declarou Cohen.
Cooperação sob expectativa de benefício
Cohen assumiu que sua cooperação com as autoridades ocorreu enquanto cumpria pena por crimes como evasão fiscal, violações de financiamento de campanha e mentir ao Congresso. Ele disse que buscava redução da sentença e, por isso, sentiu-se compelido a ajustar seus depoimentos às expectativas dos promotores, para obter benefícios legais.
Relevância atual
As declarações de Cohen surgem em um momento em que um tribunal federal de apelações avalia o pedido de Trump para transferir o caso do pagamento de dinheiro para silenciar uma suposta amante para a jurisdição federal, o que pode impactar significativamente o desdobramento judicial do ex-presidente.
Michael Cohen enfatizou que sua crítica não é um ato de defesa a Trump, mas uma denúncia contra os danos provocados quando promotores escolhem o alvo primeiro e depois buscam evidências que se encaixem numa narrativa preestabelecida, comprometendo a justiça.
A reportagem tentou contato com os escritórios do Procurador-Geral de Nova York e do Distrito de Manhattan para obter posicionamentos oficiais, sem retorno até o momento.
Fonte: www.foxnews.com
Fonte: Michael Cohen
