O ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, do União Brasil, afirmou nesta quinta-feira (23) que a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, do PSD, continua comprometida com sua pré-candidatura ao Senado. Ele destacou que a governadora busca manter as três pré-candidaturas em andamento na chapa que se prepara para as eleições de 2026.
Durante entrevista, Miguel Coelho mencionou que Raquel Lyra defende uma composição que inclua ele mesmo, o deputado federal Eduardo da Fonte, do PP, e o deputado federal Túlio Gadêlha, do PSD. Essa situação ocorre em meio a um impasse dentro da Federação União Progressista, que é formada pelo União Brasil e pelos Progressistas.
Miguel Coelho relatou que Raquel chegou a oferecer a vaga ao Senado a Eduardo da Fonte em duas oportunidades, mas o parlamentar recusou as propostas. Essa recusa levou a governadora a consolidar o apoio à sua pré-candidatura e à de Túlio Gadêlha. "A governadora tem a intenção de preservar as três pré-candidaturas. O desafio agora é encontrar uma solução jurídica que possibilite essa construção sem prejudicar a aliança política", declarou Miguel.
O ex-prefeito minimizou a disputa interna, afirmando que a questão não está na convivência entre os pré-candidatos, mas sim na posição de Eduardo da Fonte, que deseja ser o único nome da Federação União Progressista na corrida ao Senado, respaldado por uma votação interna da legenda.
As declarações de Miguel foram feitas logo após o deputado federal Lula da Fonte, vice-presidente estadual do Progressistas, afirmar que Eduardo da Fonte será homologado como candidato ao Senado pela Federação União Progressista. Lula destacou que uma votação interna assegurou a maioria para Eduardo, que conta com o apoio de dez deputados estaduais e mais de 30 prefeitos.
Entretanto, a oficialização da candidatura de Eduardo da Fonte ainda depende da convenção da federação, que está prevista para acontecer nas próximas semanas. A definição sobre a segunda vaga ao Senado continua sendo um ponto crítico na formação da chapa governista. Enquanto Túlio Gadêlha é considerado um nome forte para uma das vagas, ainda há divergências entre União Brasil e Progressistas sobre quem ocupará a outra cadeira: Miguel Coelho ou Eduardo da Fonte.