Carnavalesco questiona critérios e destaca importância da tradição no Carnaval carioca
Milton Cunha manifesta desconforto com nomeação de Virginia Fonseca na Grande Rio, ressaltando tradição no Carnaval.
Milton Cunha critica escolha de Virginia Fonseca como rainha de bateria da Grande Rio
Milton Cunha expressou publicamente seu desconforto com a nomeação de Virginia Fonseca como a nova rainha de bateria da escola de samba Grande Rio. O comentário, ocorrido no contexto do Carnaval carioca, reacende um debate antigo sobre os critérios para ocupar cargos tradicionais no samba. Cunha, reconhecido carnavalesco e comentarista, destacou que esses postos exigem mais do que visibilidade nas redes sociais, mas sobretudo ligação com a comunidade e vivência cultural.
Contexto da crítica e expectativas frustradas na Grande Rio
O descontentamento de Milton Cunha teria raízes no ano anterior, quando Erika Januza deixou a rainha de bateria da Viradouro. O carnavalesco apoiava a atriz e esperava que uma escola de grande porte, possivelmente a Grande Rio, a convidasse para o cargo. A ausência desse convite e a escolha posterior de Virginia Fonseca, uma influenciadora digital com grande poder de investimento e alcance nas redes, causaram contrariedade e reacenderam discussões sobre o modelo de seleção adotado pelas escolas.
Impacto da influência midiática na tradição dos cargos simbólicos do Carnaval
Virginia Fonseca destacou-se na disputa pela posição devido ao seu engajamento nas redes sociais e capacidade de investimento, alterando os rumos da decisão. Para Milton Cunha, essa mudança evidencia um modelo que privilegia a fama e a exposição em detrimento da tradição e do pertencimento. Ele defende que a função de rainha de bateria deve ser ocupada por quem tem história dentro da escola e experiência no Carnaval, preservando a identidade do samba e o esforço coletivo.
Diferença entre visibilidade e vivência no samba, segundo Milton Cunha
O posicionamento firmado pelo carnavalesco não faz críticas pessoais a Virginia Fonseca, mas sim ao modelo que privilegia celebridades com pouca ou nenhuma conexão direta com o samba. Ele ressalta que outras áreas do desfile podem ser ocupadas por personalidades com foco em imagem pública, porém cargos simbólicos como o de rainha de bateria exigem compromisso e vínculo cultural mais profundos.
Reflexões sobre o futuro dos cargos tradicionais no Carnaval carioca
A polêmica envolvendo Milton Cunha e Virginia Fonseca reforça a necessidade de reflexão sobre o equilíbrio entre inovação e manutenção de tradições no Carnaval. A influência crescente das redes sociais e o investimento financeiro são fatores inegáveis, mas cabe às escolas de samba ponderar como preservar o patrimônio cultural e a representatividade comunitária. A discussão permanece aberta, evidenciando tensões entre gerações e visões distintas sobre o papel dos símbolos carnavalescos.
Fonte: baccinoticias.com.br
Fonte: Redes Sociais)
