BTG Pactual destaca desempenho sólido do setor de baixa renda e desafios na média e alta renda
BTG Pactual projeta que o programa Minha Casa Minha Vida manterá a boa performance do mercado imobiliário em 2026, com lançamentos e vendas aquecidos na baixa renda.
O BTG Pactual reafirma seu otimismo para o mercado imobiliário brasileiro em 2026, sobretudo no segmento voltado à baixa renda, alicerçado pelo programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). Segundo o relatório do banco, o programa continua a exercer forte influência sobre o setor, impulsionado por possíveis aprimoramentos em suas condições e um orçamento robusto dentro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Fortalecimento do segmento de baixa renda
De acordo com a análise do BTG, as construtoras especializadas na baixa renda registraram um desempenho sólido ao longo de 2025. O banco destaca que a demanda permanece vigorosa, favorecida pelas facilidades do MCMV, que é uma prioridade governamental, garantindo acesso ao financiamento abundante. Com esse cenário, as empresas conseguiram ampliar suas operações com sucesso.
O relatório aponta que os lançamentos no segmento cresceram cerca de 15% em relação a 2024, com velocidade de vendas atingindo 53%, percentual superior ao 43% registrado nas faixas de média e alta renda. Além disso, os estoques mantiveram-se baixos, em torno de nove meses de vendas, o que contribui para uma rápida rotatividade dos ativos das construtoras.
Cenário desafiador para média e alta renda
Por outro lado, o BTG chama atenção para o ambiente macroeconômico adverso enfrentado pelo segmento de média e alta renda em 2025. Juros elevados pressionaram a capacidade de compra dos consumidores, embora os indicadores operacionais tenham permanecido relativamente sólidos.
Entre as empresas listadas em bolsa, os lançamentos cresceram 35% em comparação anual, enquanto as vendas líquidas avançaram 6%. A velocidade de vendas nesse segmento foi de 43% no ano, ainda considerada saudável, embora tenha apresentado queda de cinco pontos percentuais em relação a 2024.
O banco destaca que, apesar das vendas de lançamentos permanecerem robustas, houve desaceleração nas vendas de estoques, especialmente no segundo semestre de 2025, o que pode representar um desafio maior para 2026. Diante disso, o BTG recomenda uma postura mais seletiva para investimentos nessa faixa de mercado.
Desempenho no último trimestre de 2025
No quarto trimestre de 2025, as construtoras mostraram oscilações em seus resultados. O segmento de média e alta renda registrou desaceleração na velocidade de vendas e aumento nos estoques, enquanto as empresas focadas no Minha Casa Minha Vida mantiveram desempenho saudável, ainda que com pequenas quedas pontuais na velocidade de vendas.
Destaques do setor
Entre as construtoras, o BTG ressaltou a performance da Eztec (EZTC3), atuante na média e alta renda, e da Plano&Plano (PLPL3), no segmento de baixa renda. A Cury (CURY3) também foi elogiada pela consistência ao longo de 2025.
Com a manutenção do programa Minha Casa Minha Vida como pilar de sustentação, o mercado imobiliário brasileiro encara 2026 com cauteloso otimismo, especialmente para as companhias focadas em habitação popular, enquanto ajusta estratégias para os desafios nas faixas de renda superiores.
Fonte: www.moneytimes.com.br
Fonte: BTG Pactual