O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito para investigar Marco Buzzi, afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O inquérito foi instaurado após uma jovem de 18 anos registrar uma denúncia de assédio sexual, alegando que o ato teria ocorrido no início do ano em Balneário Camboriú (SC), onde estava de férias na casa do magistrado.
Marco Buzzi é suspeito de importunação sexual, mas nega as acusações. A defesa do ministro afirmou que ele não cometeu atos impróprios e que as alegações carecem de provas concretas. A abertura do inquérito é um passo inicial em uma investigação que busca apurar a veracidade das suspeitas.
A jovem fez um boletim de ocorrência na Polícia Civil de São Paulo, e o caso foi remetido ao STF devido ao foro privilegiado de Buzzi como ministro do STJ. A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou apoio à investigação.
Em fevereiro, o STJ decidiu, por unanimidade, afastar Buzzi do cargo enquanto as investigações estiverem em andamento. Ele também está proibido de acessar as dependências do tribunal. A expectativa é de que o pleno do STJ SE reúna em 14 de abril para discutir a conclusão de uma sindicância sobre as denúncias.
Há uma possibilidade de que essa sindicância recomende a abertura de um processo administrativo, que pode resultar em penalidades, incluindo a aposentadoria compulsória do ministro. A defesa de Marco Buzzi criticou as alegações, afirmando que são parte de uma campanha de acusações na imprensa, e que o magistrado nunca teve qualquer mácula em sua longa carreira judicial.