Uma funcionária do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk da Sibéria, identificada como Darya Shipilova, morreu em circunstâncias ainda não esclarecidas, gerando preocupação entre as autoridades de saúde e nas redes sociais. A pesquisadora, de 28 anos, adoeceu e faleceu devido a um tipo desconhecido de pneumonia, conforme informações oficiais.
As autoridades locais determinaram que todas as pessoas que tiveram contato com Shipilova fossem colocadas em quarentena como medida de precaução. Inicialmente, cerca de 200 indivíduos foram isolados, e, , uma autoridade da região, 60% já foram liberados. A Rospotrebnadzor, agência russa de vigilância sanitária, informou que nenhum agente patogênico relacionado à peste foi detectado entre os contatos da pesquisadora.
Diversas versões sobre a causa do adoecimento de Darya circularam nas redes sociais. Uma delas sugeria que a funcionária teria quebrado um tubo de ensaio com bactérias vivas, hipótese que foi negada pelas autoridades. Outra teoria indicava que ela poderia ter contraído a doença após uma viagem à Tailândia, enquanto uma terceira mencionava sua visita a uma área próxima à fronteira com a Mongólia. Contudo, não existem evidências que confirmem qualquer uma dessas narrativas.
Embora a especulação sobre a peste tenha tomado conta das redes, não há confirmação de que a pesquisadora tenha sido vítima da doença. Um governador regional sugeriu que ela “pode” ter morrido de peste, mas essa afirmação não foi corroborada pelas investigações em andamento, que apontam apenas para uma pneumonia sem causa definida.
A peste, que é causada pela bactéria Yersinia pestis, circula principalmente entre pequenos animais e pulgas, podendo infectar humanos. A transmissão pode ocorrer por picadas de pulgas infectadas ou pela inalação de partículas contaminadas. Os sintomas típicos incluem febre, calafrios, dores no corpo e fraqueza, que costumam surgir entre um e sete dias após a infecção.
A morte de Shipilova gerou atenção considerável, especialmente em um contexto onde a pandemia de Covid-19 aumentou a vigilância sobre novas doenças. A preocupação com possíveis acidentes em laboratórios e o surgimento de enfermidades desconhecidas têm provocado reações rápidas nas redes sociais. Especialistas em saúde pública pedem cautela, ressaltando que, até o momento, apenas um óbito foi registrado e não há indícios de que a funcionária estivesse infectada com peste.