A cadelinha que viveu ao lado do Cão Orelha não resistiu a complicações de saúde.
Pretinha, a cadelinha que vivia com o Cão Orelha, faleceu após complicações de saúde.
A recente morte de Pretinha, cadelinha que acompanhava o famoso Cão Orelha na Praia Brava, em Florianópolis, traz à tona urgentes questões sobre o abandono e a saúde animal no Brasil. Ao falecer, após semanas de internação e complicações graves de saúde, Pretinha simboliza não apenas a vulnerabilidade dos animais em abandono, mas também a frustração de quem luta por sua proteção.
A Visibilidade do Abandono Animal
A história de Pretinha e do Cão Orelha ilustra a dura realidade enfrentada por muitos animais abandonados nas ruas. Enquanto era compreendida apenas como uma cadelinha sem lar, sua condição se agravou silenciosamente devido a uma dirofilariose, doença que afeta o coração dos cães e, muitas vezes, passa despercebida até que seja tarde demais. O empresário Bruno Ducatti, que acompanhou seu tratamento, destacou que a gravidade do seu estado só se tornou evidente após sua retirada das ruas, evidenciando a necessidade de uma maior atenção às condições de saúde de animais em situação de abandono.
Os Detalhes da Internação
Pretinha foi internada em um hospital veterinário, onde recebeu cuidados intensivos, incluindo exames e medicações de alto custo. No entanto, mesmo com todos os esforços da equipe médica, sua saúde evoluiu para um estado irreversível. Ducatti afirmou que todos os recursos disponíveis foram utilizados, e não houve negligência por parte da equipe veterinária, que monitorou a cadela até o fim. A morte de Pretinha não se limita a uma tragédia pessoal, mas reflete uma falha sistêmica no cuidado e proteção dos animais.
A Urgência de Políticas Públicas
A morte de Pretinha destaca a necessidade de ações efetivas para combater maus-tratos e promover a saúde animal. Ducatti clama por justiça, não apenas para sua história, mas para todos os animais que sofrem nas ruas. Ele enfatiza a importância de políticas públicas que garantam a castração e o acesso a cuidados veterinários, argumentando que cuidados preventivos não são um luxo, mas uma obrigação social. A falta de medidas efetivas para proteger animais em situação de vulnerabilidade representa uma falha ética que deve ser urgentemente abordada.
Conclusão
A história de Pretinha é um lembrete doloroso da responsabilidade coletiva que temos para com os animais. Sua morte, assim como a do Cão Orelha, deve instigar uma reflexão sobre o que estamos fazendo para evitar que outras histórias terminem da mesma forma. É imperativo que todos nós façamos nossa parte para melhorar a vida dos animais abandonados, promovendo campanhas de conscientização e exigindo políticas públicas eficazes que garantam sua segurança e bem-estar.
Fonte: baccinoticias.com.br