Morte trágica em academia de SP levanta questões sobre segurança

Investigação apura responsabilidades na morte de professora em piscina

Investigação sobre morte de professora em piscina de academia expõe falhas na gestão de seguranças.

A morte da professora de natação Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos, em uma piscina da C4 Gym, localizada no Parque São Lucas, Zona Leste de São Paulo, trouxe à tona graves questões sobre a responsabilidade dos proprietários de estabelecimentos que oferecem atividades físicas. A Polícia Civil investiga se os donos da academia orientavam um manobrista não qualificado a manipular produtos químicos utilizados na manutenção da piscina, o que poderia ter resultando na liberação de gases tóxicos que levaram à morte de Juliana e à intoxicação de outros frequentadores.

Contexto da Tragédia

Os depoimentos iniciais indicam que os produtos químicos eram misturados em um balde e deixados próximos à piscina, criando um ambiente potencialmente perigoso. O delegado assistente Rodrigo Rezende, responsável pela investigação, afirmou que a principal linha de apuração sugere que a falta de ventilação e a manipulação inadequada dos produtos químicos contribuíram para a liberação de gases nocivos. Essas informações levantam questões sobre a capacitação dos funcionários e o nível de supervisão que os proprietários exerciam sobre suas atividades.

De acordo com relatos, o funcionário encarregado da manutenção da piscina, um manobrista sem licença para tal função, estava seguindo ordens de um superior. A falta de treinamento adequado para o manobrista destaca um problema recorrente em muitas academias e estabelecimentos do setor, onde a segurança dos clientes pode ser comprometida pela ausência de profissionais qualificados.

Detalhes da Investigação

A investigação permanece em andamento, e os proprietários da academia ainda não prestaram depoimento. A polícia expressou preocupação com a falta de colaboração dos donos, que não se apresentaram à delegacia conforme esperado. Além disso, o delegado mencionou que outras pessoas na administração da academia poderiam ser responsabilizadas, dependendo dos resultados das investigações.

A academia foi interditada pela Prefeitura de São Paulo, que também iniciou um processo de cassação de sua licença de funcionamento. As autoridades aguardam os laudos periciais e o laudo necroscópico para determinar a causa da morte de Juliana e o tipo de substância envolvida na intoxicação.

Consequências e Reflexões

O trágico incidente levanta questões profundas sobre a responsabilidade das academias em garantir a segurança de seus clientes. O fato de um manobrista sem qualificação ter sido incumbido de uma função tão crítica quanto a manutenção de produtos químicos evidencia falhas estruturais que podem ser comuns no setor. A expectativa é que a investigação não apenas traga à tona os responsáveis pela morte de Juliana, mas que também sirva de alerta para a necessidade de regulamentações mais rigorosas e fiscalização sobre a capacitação dos funcionários em estabelecimentos de saúde e lazer.

Conclusão

A morte de Juliana Faustino Bassetto é um triste lembrete da importância da segurança em locais públicos, especialmente aqueles que lidam com o bem-estar físico das pessoas. A sociedade aguarda respostas e justiça, bem como ações concretas que evitem que tragédias semelhantes ocorram no futuro.

Fonte: portalleodias.com

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