Mortes em protestos no Irã: regime acusa EUA de instigar conflitos

Iranian Leader Press Office / Handout/Anadolu via Getty Images

Aiatolá Ali Khamenei responsabiliza os Estados Unidos pela violência durante as manifestações

Protestos no Irã resultam em mortes e acusações de intervenção externa.

Protestos no Irã: contexto e atualidade

A situação no Irã, marcada por intensos protestos, se agravou na última semana, com o número de mortes subindo consideravelmente. Em um discurso recente, o líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, fez acusações diretas aos Estados Unidos, afirmando que a nação americana estaria instigando as manifestações. Esta situação se desenrola em um ambiente de repressão severa, onde a internet foi quase completamente bloqueada para impedir a circulação de informações sobre os protestos.

Acusações do líder supremo

Khamenei não poupou palavras ao criticar o envolvimento dos EUA, sugerindo que grupos de manifestantes estariam destruindo propriedades públicas em um esforço para agradar o presidente americano. Ele afirmou que o ex-presidente Donald Trump havia sinalizado apoio aos protestos, criando a expectativa de uma mudança política na região. O líder iraniano fez paralelos entre Trump e outros líderes considerados opressivos, como o ex-xá do Irã, Mohammad Reza Pahlavi.

Retaliação e repressão

A Guarda Revolucionária Islâmica, uma força de elite no Irã, emitiu um comunicado indicando que está pronta para retaliar contra aqueles que ameaçam a segurança do país. O governo iraniano defende que há forças externas, ou ‘mercenários’, envolvidos nos ataques que resultaram na morte de membros das forças de segurança. Organizações de direitos humanos, por outro lado, denunciam o uso excessivo da força contra civis durante os protestos.

Números alarmantes

De acordo com a ONG Iran Human Rights Network, pelo menos 45 manifestantes foram mortos, entre eles crianças, desde o início dos protestos. Além disso, centenas de feridos foram relatados, embora esses números não possam ser verificados de forma independente devido às restrições impostas pelo regime. O bloqueio quase total da internet, que começou em 8 de janeiro, é visto como uma tentativa de silenciar a população e restringir a divulgação de vídeos e relatos das manifestações.

Bloqueio da internet e suas consequências

Desde que o bloqueio da internet foi implementado, a comunicação e a organização entre os manifestantes tornaram-se extremamente difíceis. Essa medida tem sido uma estratégia comum adotada pelo regime iraniano para controlar a narrativa e limitar a mobilização popular. O impacto desse bloqueio é profundo, uma vez que impede que informações cruciais sobre a situação no país circulem livremente.

O futuro incerto

Com o aumento da repressão e a escalada da violência, o futuro dos protestos no Irã permanece incerto. As declarações de Khamenei e as ações da Guarda Revolucionária indicam que o regime está disposto a usar força letal para manter o controle. O povo iraniano continua a enfrentar um desafio monumental ao tentar expressar suas demandas e buscar mudanças em um ambiente de crescente opressão.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Iranian Leader Press Office / Handout/Anadolu via Getty Images

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