A repressão policial se intensifica em meio a novos confrontos e bloqueios de internet
Protestos no Irã resultam em 192 mortos, segundo ONG. Situação se agrava com repressão e bloqueio de internet.
Protestos no Irã: 192 mortos desde o início das manifestações
Os protestos no Irã, que começaram em 28 de dezembro de 2025, já resultaram na morte de ao menos 192 manifestantes, segundo um novo relatório da ONG Iran Human Rights, divulgada neste domingo (11/1). A entidade, com sede em Oslo, monitorou a situação através de fontes diretas no país e checagens independentes.
A repressão das forças de segurança iranianas se tornou mais intensa nos últimos dias, à medida que os protestos se espalham pelas 31 províncias do país. Com uma internet quase totalmente bloqueada, a verificação das informações se tornou um desafio, levantando preocupações sobre a possibilidade de que o número real de vítimas seja ainda maior. De acordo com a ONG de cibersegurança Netblocks, o regime impôs essa restrição há cerca de 48 horas.
Crescimento das manifestações em meio à repressão
Apesar do bloqueio digital, as manifestações se multiplicaram. Relatórios indicam que já ocorreram protestos em 574 locais em 185 cidades. O número de detenções também aumentou, com cerca de 2.300 pessoas presas. O chefe da polícia iraniana, Ahmad-Reza Radan, confirmou que a repressão se intensificou, refletindo a gravidade da situação.
As manifestações foram inicialmente motivadas por uma grave crise econômica, marcada pela desvalorização do rial e uma inflação elevada, que pioraram as condições de vida da população. Com o passar do tempo, os protestos evoluíram para exigir reformas políticas, mudanças no sistema judiciário e maior liberdade civil, passando a incluir críticas diretas ao regime e ao líder supremo, Ali Khamenei.
Reações internacionais e retaliações do governo iraniano
As autoridades iranianas acusam os Estados Unidos e Israel de instigar os protestos. O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou apoio aos manifestantes, afirmando que os EUA estão
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Reprodução/Redes Sociais
