Movimentação nas rodovias concedidas registra queda de 1% em abril

As rodovias que estão sob a concessão da iniciativa privada tiveram uma redução de 1% na movimentação no mês de abril, conforme informações do índice da ABCR (Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias), elaborado em colaboração com a Tendências Consultoria. Esse resultado sinaliza uma queda em relação ao mês anterior, mas uma alta de 2,2% se observa quando comparado ao mesmo período do ano passado, impulsionado principalmente por um aumento de 1,5% no tráfego de veículos pesados e de 2,4% entre os veículos leves.

No que tange à comparação mês a mês, abril apresentou uma diminuição de 1,8% no fluxo de veículos leves, enquanto o tráfego de veículos pesados cresceu 0,8%. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice apontou uma alta de 2,2%, refletindo o mesmo percentual tanto para automóveis pesados quanto leves.

Os analistas Thiago Xavier e Felipe Melchert, da Tendências Consultoria, afirmaram que, apesar da queda observada, o resultado não reverte totalmente a alta registrada em abril, que foi beneficiada pelo feriado de Tiradentes. Apesar das dificuldades enfrentadas pelas famílias, como a inflação elevada, especialmente nos preços dos combustíveis, e as restrições no crédito, a dinâmica do mercado de trabalho e o aumento da renda têm contribuído para a manutenção da demanda.

Os analistas também destacaram que, embora o fluxo de veículos pesados tenha crescido marginalmente, ainda não recuperou a queda observada em abril. No entanto, a implementação de políticas de subvenção e o aumento no preço do diesel parecem ter gerado algum efeito positivo no fluxo, embora as pressões econômicas continuem.

Analisando os desempenhos dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, o Rio apresentou um crescimento de 1,2% em abril. Por outro lado, São Paulo registrou uma queda de 1,3%. Comparando com o mesmo mês de 2025, o estado fluminense teve um avanço de 3,5%, sendo 3,4% para veículos leves e 3,9% para pesados. Já no estado de São Paulo, a alta foi de 1,1%, com crescimento de 1,3% no tráfego de veículos leves e 0,4% para os pesados.

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