A Oposição no Congresso Nacional está mobilizada para a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Investigação (CPMI) que tenha como foco Lulinha, filho mais velho do presidente Lula. Nos últimos 24h, as articulações têm sido lideradas pelo senador Carlos Viana, do PSD de Minas Gerais, que já anunciou que os pedidos de assinatura para a abertura dos trabalhos estão avançando.
Em suas redes sociais, Viana expressou otimismo com o apoio que a CPMI tem recebido, mencionando a adesão de parlamentares de diferentes correntes políticas, incluindo membros do centro. O senador destacou a necessidade de estabelecer uma CPMI robusta, com um respaldo amplo no Congresso, enfatizando que a investigação deve ocorrer de forma independente, sem pressões externas, e que os nomes dos signatários ainda não serão divulgados para evitar intimidações do governo.
Além da CPMI, Carlos Viana também encaminhou um pedido ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando um aprofundamento nas investigações relacionadas a Lulinha e a preservação de provas. Essa ação segue um pedido anterior feito em março pelo deputado Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, que havia solicitado o indiciamento de Lulinha durante uma sessão da CPMI do INSS.
Para a formalização da CPMI, é necessário reunir 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. Após essa coleta, o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, precisará autorizar o início dos trabalhos. Até o momento, Lulinha é alvo de três inquéritos autorizados pelo STF, que investigam possíveis esquemas de favorecimento a empresas junto a órgãos federais, incluindo o Ministério da Saúde e a Dataprev.
As investigações também buscam esclarecer a relação entre Roberta Luchsinger, amiga do empresário, e Marco Aurélio Santana Ribeiro, ex-chefe de gabinete de Lula, conhecido como Marcola. O desdobramento dessas ações poderá trazer novos elementos sobre as alegações que cercam a figura de Lulinha, ampliando o debate sobre a sua atuação e os possíveis interesses envolvidos.