MPGO denunciou síndico de prédio por stalkear corretora

Reprodução/PCGO

Acusações graves envolvem vigilância e constrangimento à vítima.

Síndico é denunciado por stalking e confessa assassinato de corretora desaparecida em Goiás.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) contra Cléber Rosa de Oliveira, síndico do prédio onde Daiane Alves, corretora de imóveis, residia, revela um caso de stalking que culminou em um crime brutal. Cléber, que já é investigado pela morte de Daiane, foi acusado de utilizar seu cargo para vigiar a vítima, interferindo em sua rotina profissional e pessoal. Isso levanta questões importantes sobre a responsabilidade de síndicos e as implicações legais do uso indevido de câmeras de segurança em áreas comuns.

Contexto do Stalking e suas Implicações Legais

O stalking é uma prática que envolve perseguição ou assédio constante a uma pessoa, criando um ambiente de medo e insegurança. No Brasil, essa conduta é tipificada como crime na Lei Maria da Penha, que busca proteger as vítimas de violência doméstica e familiar. A prática pode incluir desde abordagens indesejadas até ações mais severas, como vigilância não autorizada, que foi o que Clebér teria realizado ao monitorar Daiane por meio do sistema de câmeras do condomínio.

Historicamente, o stalking é um fenômeno que ganhou notoriedade com a crescente visibilidade de casos de violência de gênero e assédio, levando a um debate sobre a necessidade de legislações mais rigorosas. O caso de Daiane Alves, que estava desaparecida desde dezembro, destaca a urgência de discutir o papel dos síndicos e a necessidade de um protocolo que impeça abusos de poder em condomínios.

Desenvolvimentos do Caso

Segundo informações do MPGO, Cléber foi denunciado em 19 de janeiro, após uma série de eventos que culminaram em sua confissão sobre o assassinato de Daiane. A investigação revelou que ele teria criado obstáculos à rotina da corretora, interferindo em serviços essenciais como água e energia elétrica nos apartamentos que ela administrava. Além disso, episódios de intimidação e até agressão física foram relatados, levantando um retrato alarmante de abuso e controle.

Daiane foi vista pela última vez no dia 17 de dezembro, quando saiu de seu apartamento para verificar um problema de energia. Imagens de câmeras de segurança mostraram que ela estava no elevador, mas não houve novos registros até que seu corpo foi encontrado em uma área de mata, após Cléber indicar o local à polícia.

Consequências e Reflexões

A revelação desses fatos não apenas impacta a vida da família de Daiane, mas também levanta questões mais amplas sobre a segurança em condomínios e a vigilância inadequada. O caso poderá influenciar discussões sobre a regulamentação de práticas de síndicos e a proteção de moradores, especialmente mulheres, em situações de vulnerabilidade.

A sociedade deve se mobilizar para que casos como o de Daiane não se repitam, promovendo uma cultura de respeito e segurança nas relações interpessoais e no espaço público. O papel dos síndicos, que deve ser de proteção e manutenção da ordem, deve ser rigidamente observado e regulamentado para evitar abusos. Essa tragédia ressalta a necessidade de um olhar atento às dinâmicas de poder dentro de condomínios, garantindo que todos se sintam seguros e respeitados em seus lares.

Conclusão

A trágica história de Daiane Alves transcende sua morte; ela representa um alerta sobre a necessidade de ações efetivas contra o stalking e a violência de gênero no Brasil. É essencial que as autoridades e a sociedade civil unam esforços para garantir que todos tenham o direito de viver sem medo, em um ambiente seguro e justo.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Reprodução/PCGO

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