Retirada de seis vacinas levanta preocupações sobre saúde pública.
Governo dos EUA retira recomendação de seis vacinas infantis, gerando polêmica na comunidade médica.
O governo dos Estados Unidos anunciou uma mudança significativa no calendário de vacinação infantil, retirando a recomendação de seis vacinas essenciais. Essa decisão, comunicada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos, é liderada por Robert Kennedy Jr., conhecido por sua postura anti-vacina.
O que muda no calendário vacinal?
A lista de vacinas recomendadas para crianças nos EUA foi reduzida de 17 para 11, com a exclusão das vacinas contra:
Gripe
Hepatites A e B
Meningococcemia
Vírus sincicial respiratório
- Rotavírus
A nova diretriz entra em vigor imediatamente, e a comunidade médica expressou forte oposição à decisão, argumentando que ela compromete a saúde pública.
Reações da comunidade médica
Médicos e especialistas em saúde pública criticaram a decisão do governo, chamando-a de perigosa. Jason M. Goldman, presidente do Colégio Americano de Médicos, afirmou que “abandonar o processo baseado em evidências é uma decisão potencialmente fatal”. Ele ressaltou que as vacinas são fundamentais para prevenir mortes e hospitalizações devido a doenças infecciosas.
Jesse Goodman, professor de medicina e doenças infecciosas, também se manifestou, dizendo que essa mudança aumentará o risco de infecções e hospitalizações entre crianças, o que ele descreveu como “um dia muito triste para o nosso país”.
O apoio político à mudança
A decisão foi celebrada pelo presidente Donald Trump, que agradeceu a Kennedy e outros envolvidos na mudança. Trump argumentou que o novo calendário é mais alinhado aos padrões internacionais e que as vacinas restantes cobrem as doenças mais graves, prometendo que essas serão cobertas por seguros de saúde.
Implicações para a saúde pública
A retirada de vacinas essenciais levanta sérias preocupações sobre a imunização infantil nos EUA. Especialistas alertam que essa decisão pode levar a surtos de doenças que estavam sob controle, afetando não apenas as crianças, mas toda a população.
A comunidade médica continua a discutir os impactos dessa mudança e a necessidade de manter um calendário vacinal robusto para garantir a saúde e segurança das crianças no país.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Catherine Falls Commercial/Getty Images
