Mudanças no Conselho da Gafisa (GFSA3) em Processo de Reestruturação

A saída de Mariana Rezende abre caminho para nova liderança na empresa

Gafisa (GFSA3) passa por mudanças significativas em sua liderança, com a renúncia de Mariana Rezende e a entrada de Eduardo Jácome. A reestruturação ocorre em meio a investigações sobre práticas comerciais.

A Gafisa (GFSA3) anunciou uma importante mudança em sua estrutura de liderança nesta terça-feira. Mariana Barreto Rezende de Oliveira renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração, e Eduardo Larangeira Jácome foi eleito para assumir a presidência do colegiado. Jácome, que já havia ocupado essa posição anteriormente, traz consigo uma vasta experiência acumulada ao longo de mais de 50 anos nas áreas de planejamento e gestão empresarial.

A saída de Mariana Rezende foi comunicada oficialmente ao mercado, e a Gafisa expressou sua gratidão por sua contribuição durante seu tempo à frente do conselho. Esta mudança se insere em um contexto mais amplo de reestruturação da gestão da empresa, que também inclui a recente nomeação de Luis Fernando Ortiz como diretor-presidente (CEO), substituindo Sheyla Resende. Ortiz tem 14 anos de experiência na Gafisa e é descrito pela empresa como tendo um profundo conhecimento em incorporação e novos negócios.

Além disso, Taimir Barbosa foi designada como diretora financeira (CFO) e diretora executiva operacional, ampliando a nova liderança da Gafisa.

Entretanto, a reestruturação da Gafisa ocorre em meio a um cenário complicado. No final de 2025, a empresa voltou a ser foco de atenção do mercado devido a investigações envolvendo Nelson Tanure, ex-acionista e membro do conselho. As investigações, conduzidas pelo Ministério Público Federal (MPF), apontam para suposto uso de informações privilegiadas durante transações que ocorreram entre 2019 e 2020, quando Tanure era uma figura relevante na companhia.

O MPF alega que Tanure pode ter se beneficiado de informações sigilosas para obter vantagem na aquisição da incorporadora Upcon pela Gafisa. Em resposta às alegações, a defesa de Tanure afirmou que a denúncia segue seu curso normal no âmbito judicial e que não serão feitas declarações fora desse contexto, dada a natureza sigilosa do processo.

Essa série de mudanças e investigações gera um clima de incerteza para os investidores da Gafisa, que observam atentamente os desdobramentos da nova gestão e suas implicações nos próximos passos da companhia no competitivo setor imobiliário brasileiro.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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