Mutirões da dengue terão duas ações semanais em Curitiba

Hully Paiva/SECOM

Mutirões da dengue: prefeitura anuncia esquema com duas ações por semana e previsão de mais de 100 mutirões em 2026

Curitiba vai ampliar mutirões da dengue em 2026: duas ações por semana, mais de 100 mutirões previstos e medidas como Wolbachia e drones.

Os mutirões da dengue começaram com a ação desta quinta-feira (15/1) no Sítio Cercado, quando o prefeito Eduardo Pimentel liderou o primeiro mutirão do ano e convocou moradores a colaborar na limpeza e no descarte correto de resíduos. A estratégia municipal, que prevê dois mutirões por semana em 2026, surge como resposta ao histórico recente de redução de casos e ao objetivo de ampliar a presença da administração em todas as regionais.

Confira a programação completa

20/1 – Cajuru:
22/1 – CIC:
27/1 – Cajuru:
29/1 – Boqueirão:

Estratégia municipal para ampliar mutirões da dengue em 2026

A prefeitura formalizou a ampliação para duas ações semanais, com projeção de mais de 100 mutirões ao longo do ano. A decisão foi explicada por autoridades locais durante o lançamento da campanha, quando a administração apresentou a combinação de medidas que conduzirá as operações: mobilização de equipes, reforço técnico, campanhas de orientação e instrumentos administrativos para fiscalizar terrenos e imóveis vazios.

A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, figura como interlocutora-chave da estratégia, ressaltando que a população é aliada central no combate ao Aedes aegypti. Em 2025, a cooperação entre moradores e serviços públicos resultou em 66 mutirões e na remoção de 412 toneladas de materiais acumulados, dado usado como referência técnica para a expansão.

Impacto esperado na saúde pública e no controle do Aedes aegypti

A expectativa oficial é reduzir a circulação do mosquito e, consequentemente, o número de casos. O plano municipal articula mutirões regulares com tecnologias complementares — como drones para mapeamento e o emprego do Método Wolbachia — para atuar tanto na eliminação de criadouros quanto na redução da capacidade de transmissão.

Especialistas da gestão avaliam que a continuidade e a frequência do trabalho de campo podem manter baixos os índices de infestação, desde que a ação seja contínua e acompanhada de campanhas de educação. A presença de equipes nas ruas e visitas porta a porta foram destacadas como medidas que ampliam a percepção de risco e estimulam a adesão da população às práticas de prevenção.

Logística, equipes e tecnologia envolvidas nos mutirões semanais

A operação envolve agentes de combate às endemias, agentes comunitários de saúde, Defesa Civil, Guarda Municipal e equipes de limpeza do Meio Ambiente, além das administrações regionais. A prefeitura informou que vai reforçar uma equipe de limpeza em cada regional para dar escala ao trabalho.

A logística prevê rotas de recolhimento, pontos de triagem de materiais e ações educativas nos bairros. O uso de drones permitirá mapear áreas com maior potencial de acúmulo de água, enquanto o Método Wolbachia será aplicado de modo complementar nas áreas selecionadas pela vigilância epidemiológica. A articulação entre secretarias busca que os recursos humanos e tecnológicos sejam usados de forma coordenada e contínua.

Como a população pode colaborar e evitar novos criadouros

A participação cidadã é tratada pela gestão como elemento decisivo. A prefeitura orienta que moradores mantenham quintais, terrenos e recipientes livres de água parada, façam o descarte correto de lixo e recebam agentes devidamente identificados. Há também um canal de denúncia pelo telefone 156, para informar terrenos baldios ou situações que possam gerar foco do mosquito.

Além das ocorrências registradas por agentes, a administração adotará medidas administrativas quando proprietários não cumprirem a obrigação de manter imóveis limpos: a prefeitura pode executar a limpeza e posteriormente enviar a conta ao responsável. Essa combinação de orientação, fiscalização e ação direta sustenta a estratégia para reduzir criadouros persistentes.

Perspectivas e desafios para manter a redução de casos

A experiência apontada pela gestão municipal mostra que ações concentradas conseguiram reduzir casos em mais de 90% em comparação com 2024 em áreas onde houve atuação intensiva. Manter esse resultado exige, no entanto, um esforço contínuo e integrado entre governo e sociedade.

Os maiores desafios citados por gestores incluem a durabilidade dos ovos do Aedes, que podem sobreviver por longos períodos em ambientes secos, e a necessidade de intervenção em terrenos privados negligenciados. O uso de tecnologias, apoio logístico e comunicação eficiente com a população são apresentados como as ferramentas necessárias para enfrentar esses obstáculos.

A ampliação para dois mutirões por semana busca transformar as ações pontuais em rotina operacional, criando uma presença constante da administração nas ruas e elevando a capacidade de resposta a surtos ou à identificação de novos focos. A prefeitura informou que divulgará as próximas datas dos mutirões nos bairros por meio dos canais oficiais da administração.

Fonte: www.curitiba.pr.gov.br

Fonte: Hully Paiva/SECOM

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