Estudo aponta para a presença de matéria orgânica em rochas marcianas
Novos dados da Nasa indicam que Marte pode ter abrigado vida no passado, com a detecção de matéria orgânica.
Novas evidências sobre a vida em Marte
Pesquisadores da Nasa recentemente descobriram indícios que reforçam a teoria de que Marte pode ter abrigado vida em sua antiguidade. Essa conclusão provém de uma análise detalhada de amostras coletadas pelo robô Curiosity, que operou na Cratera Gale desde 2011. O estudo, publicado na revista Astrobiology em fevereiro de 2026, revela que parte da matéria orgânica encontrada em rochas marcianas não pode ser explicada apenas por processos geológicos não biológicos.
O que foi descoberto?
Em março de 2025, o robô Curiosity detectou pequenas concentrações de compostos como decano, undecano e dodecano em uma amostra de rocha sedimentar. Esses compostos, conhecidos como fragmentos de ácidos graxos, são majoritariamente associados à atividade de organismos vivos na Terra, embora possam ser gerados também por processos geológicos.
Os cientistas analisaram diversas teorias sobre a origem dessas substâncias, incluindo a possibilidade de que tenham sido trazidas por meteoritos. Os resultados, no entanto, indicaram que essa hipótese não explica a quantidade significativa de matéria orgânica detectada nas amostras. A pesquisa se baseou em experimentos laboratoriais, simulações matemáticas e dados do Curiosity para reconstruir a história das rochas ao longo de aproximadamente 80 milhões de anos, sugerindo que a quantidade original de matéria orgânica poderia ter sido maior do que a que se conhece por processos não biológicos.
Contexto da pesquisa e implicações
Diante das novas descobertas, os pesquisadores consideram que é plausível a possibilidade de que organismos vivos tenham contribuído para a formação das moléculas orgânicas detectadas em Marte. É importante ressaltar que, mesmo com essas evidências, não se pode afirmar com certeza que a vida realmente existiu no planeta, mas sim que existem dados que sustentam essa hipótese.
Adicionalmente, investigações sobre formações geológicas no Valles Marineris, a maior rede de cânions de Marte, revelaram indícios de que essa região já abrigou grandes volumes de água. Imagens obtidas por sondas da Nasa e da Agência Espacial Europeia (ESA) mostraram canais ramificados que se assemelham a rios, além de depósitos sedimentares típicos de deltas, indicando que água pode ter fluído de maneira contínua, criando um ambiente propício para a vida antiga.
O futuro da exploração de Marte
Embora ainda não se tenha uma confirmação direta da existência de vida em Marte, as novas descobertas reforçam a ideia de que o planeta já apresentou condições ambientais bastante diferentes das que observamos atualmente. O avanço das análises e o planejamento de futuras missões são cruciais para aprofundar a investigação sobre a possibilidade de vida fora da Terra. A busca por vida em Marte continua, e novos dados podem surgir a qualquer momento, ampliando nosso entendimento sobre o potencial de outros mundos habitáveis no sistema solar.
Fonte: www.metropoles.com