Primeiro-ministro israelense integra grupo liderado por Trump para mediar conflitos internacionais
Benjamin Netanyahu confirmou sua participação no Conselho de Paz liderado por Donald Trump, que busca intermediar o cessar-fogo em Gaza e atuar em conflitos globais.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou na quarta-feira que aceitou o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ingressar no Conselho de Paz, uma iniciativa liderada pelo mandatário americano com o objetivo inicial de supervisionar o cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Conselho de Paz: um esforço ampliado para mediar conflitos
Originalmente concebido como um pequeno grupo de líderes mundiais para monitorar o cessar-fogo em Gaza, o Conselho de Paz, sob a liderança de Trump, evoluiu para uma proposta mais ambiciosa, visando intermediar diversos conflitos globais, atuando quase como um conselho de segurança internacional paralelo.
A composição do conselho tem sido motivo de controvérsia, especialmente pela inclusão de países como a Turquia, que é rival regional de Israel, e pela concentração de poder nas mãos de Trump, conforme indica um rascunho da carta do conselho obtido pela Associated Press. Este documento sugere que uma contribuição de US$ 1 bilhão garantiria a membresia permanente.
Participantes e estrutura executiva
Além de Israel, pelo menos oito países já confirmaram participação, incluindo Emirados Árabes Unidos, Marrocos, Vietnã, Cazaquistão, Hungria, Argentina e Belarus. Convites também foram enviados a líderes de Paraguai, Canadá, Egito, Turquia, Rússia, Índia, Eslovênia, Tailândia, além da União Europeia.
A cúpula executiva engloba figuras políticas e empresários influentes, como o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o genro de Trump Jared Kushner, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o CEO da Apollo Global Management Marc Rowan, o presidente do Banco Mundial Ajay Banga e o assessor de segurança nacional Robert Gabriel.
Conselho Executivo de Gaza e seus desafios
Paralelamente, foi formado o Conselho Executivo de Gaza, responsável pela implementação da segunda fase do acordo de cessar-fogo, que inclui o desarmamento do Hamas, o envio de uma força internacional de segurança e a reconstrução da região devastada pela guerra.
Nickolay Mladenov, ex-político búlgaro e ex-enviado da ONU para o Oriente Médio, foi nomeado representante do conselho para assuntos cotidianos. Outros membros incluem representantes da Turquia, Catar, Egito, Emirados Árabes, Israel e especialistas neerlandeses, formando um grupo que também supervisionará tecnocratas palestinos responsáveis pela administração diária de Gaza.
Expectativas e próximos passos
Mais informações sobre o Conselho de Paz devem ser divulgadas por Trump em evento programado para o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. A iniciativa enfrenta ceticismo quanto à eficácia e imparcialidade, dado o perfil de seus integrantes e a concentração de poder. O Kremlin, por exemplo, declarou que ainda estuda os detalhes do convite para o presidente Vladimir Putin.
A participação de Netanyahu marca um posicionamento importante de Israel neste novo formato internacional de mediação, que pode redefinir dinâmicas diplomáticas na região do Oriente Médio e além.
Fonte: www.npr.org
Fonte: AP hide caption toggle caption
