Nova vacina contra HPV amplia proteção a cânceres de orofaringe

Portal Leão Dias

Entenda as atualizações e implicações da vacina nonavalente

Vacina nonavalente contra HPV agora protege contra cânceres de orofaringe e cabeça.

A recente atualização na bula da vacina nonavalente contra o papilomavírus humano (HPV) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) marca um avanço significativo na prevenção de cânceres de orofaringe e de cabeça e pescoço. Com essa nova autorização, a vacina, que já era recomendada para a prevenção do câncer de colo do útero, vulva, vagina e ânus, agora se expande a outros tipos de tumores, oferecendo proteção adicional à população brasileira.

O Impacto da Vacinação contra HPV

A vacina nonavalente, que protege contra nove subtipos do HPV, é um avanço crucial na luta contra o câncer. Os subtipos oncogênicos, incluindo os tipos 16, 18, 31, 33, 45, 52 e 58, foram reconhecidos como principais responsáveis pela incidência de cânceres na região orofaríngea. Essa atualização na bula foi fundamentada em estudos que demonstram uma resposta imunológica robusta contra esses subtipos, reforçando a importância da vacinação na prevenção de diferentes tipos de câncer.

A vacina está disponível atualmente na rede privada, com um custo médio de R$ 800 por dose. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a intenção do governo federal em incluir este imunizante no Programa Nacional de Imunizações (PNI), o que poderia facilitar o acesso a um número maior de pessoas, especialmente nas faixas etárias mais vulneráveis entre 9 e 45 anos.

A Situação Atual da Vacinação no Brasil

Enquanto a vacina nonavalente é restrita ao setor privado, o Sistema Único de Saúde (SUS) já disponibiliza a vacina quadrivalente, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV, gratuitamente para meninas e meninos na faixa etária de 9 a 14 anos, além de pessoas imunossuprimidas até os 45 anos. Dados recentes indicam que, em 2025, 85,9% das meninas e 74,3% dos meninos receberam a vacina na faixa etária recomendada, ainda abaixo da meta de 90%. A vacinação é considerada mais eficaz quando administrada antes do início da vida sexual, uma medida crucial para reduzir a transmissão do HPV.

A Importância da Vacinação em Larga Escala

Estudos internacionais têm demonstrado a eficácia das vacinas contra HPV na redução da incidência de câncer. Na Suécia, por exemplo, uma pesquisa revelou que a vacinação levou a uma redução de 63% no risco de câncer invasivo do colo do útero em mulheres imunizadas antes dos 30 anos. Na Holanda, um acompanhamento de 15 anos mostrou uma redução de 92% no risco de câncer do colo do útero entre mulheres totalmente vacinadas aos 16 anos. Esses dados sustentam a urgência em aumentar a cobertura vacinal no Brasil.

Com a ampliação da indicação da vacina nonavalente, o Brasil está dando um importante passo na prevenção de cânceres associados ao HPV, o que pode ter um impacto significativo na carga de doenças relacionadas a esse vírus. A expectativa é que, com esforços contínuos de vacinação e rastreamento, o país possa avançar na eliminação do câncer de colo do útero e outros tipos associados ao HPV nas próximas décadas.

A vacinação é uma estratégia vital na saúde pública, e a inclusão da nova indicação para a vacina nonavalente representa uma oportunidade crucial para melhorar a saúde da população brasileira e reduzir a incidência de cânceres cada vez mais prevalentes. As metas globais estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para 2030, que incluem vacinar 90% das meninas até os 15 anos, ressaltam a importância e a urgência desse esforço.

Com a continuidade dessas iniciativas, a erradicação do câncer ligado ao HPV pode se tornar uma realidade, transformando a saúde pública no Brasil e em todo o mundo.

Fonte: portalleodias.com

Fonte: Portal Leão Dias

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