O advogado que representa a família Cascio se manifestou, afirmando que os filhos de Dominic alegam ter sido estuprados e molestados por Michael ao longo de vários anos. Os quatro irmãos relataram que, durante muito tempo, foram preparados para se tornarem "soldados" do artista, negando qualquer abuso que teriam sofrido ao longo das décadas. Uma das irmãs não faz parte do processo, sua exclusão se deu por questões judiciais.
Edward, Dominic, Marie-Nicole e Aldo Cascio afirmam que o cantor os aliciou, drogou e agrediu sexualmente por mais de uma década. O processo, acessado pelo jornal Radar, descreve que o abuso começou quando alguns deles tinham apenas sete ou oito anos e continuou até a adolescência. Um dos trechos do processo menciona que "Jackson estuprou e molestou Edward em viagens interestaduais e internacionais, incluindo durante a Dangerous World Tour, na casa de Elizabeth Taylor na Suíça e na residência de Elton John no Reino Unido".
Aldo Cascio, um dos irmãos, relatou que, aos sete anos, Michael praticou sexo oral nele enquanto estavam juntos na cama. Ele também mencionou que o cantor utilizava uma frase-código, referindo-se a querer sexo como uma vontade de ir à "Disneylândia". No passado, os irmãos haviam negado qualquer alegação de abuso sexual, mesmo após a morte de Jackson. Em uma entrevista concedida a Oprah em dezembro de 2010, todos afirmaram que nunca houve conduta imprópria entre eles e o cantor.
O advogado da família Cascio destacou que a decisão de trazer à tona essas acusações agora foi motivada por uma necessidade de se defender contra alegações de extorsão que teriam sido feitas pelo espólio de Michael Jackson. Em seu comunicado, o advogado declarou: "Ignorando as ameaças de ruína financeira do espólio de Michael Jackson e diante das falsas acusações públicas de extorsão e mentira feitas pelo espólio, os Cascios optaram por não permanecer mais em silêncio".
A família não apenas busca uma compensação justa por mais de uma década de abuso, mas também espera que o processo encoraje outras vítimas e cúmplices a se manifestarem e quebrarem o silêncio que muitas vezes as impede de falar sobre suas experiências.