Novas exigências para visto dos EUA incluem perfis de redes sociais públicos

A partir desta quinta-feira, 1º, uma nova regra entra em vigor, exigindo que certos solicitantes de visto dos Estados Unidos mantenham seus perfis em redes sociais de forma pública. Esta medida, anunciada pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil na quarta-feira, 30, se aplica a candidatos das categorias I, TN e TD, que são vistos de não imigrante.

A principal finalidade da exigência é facilitar o processo de verificação de identidade realizado pelas autoridades americanas. As categorias mencionadas referem-se a: Categoria I, que abrange representantes da mídia estrangeira, como jornalistas e correspondentes; Categoria TN, destinada a profissionais do Tratado entre EUA, México e Canadá (USMCA); e Categoria TD, que se refere aos dependentes dos portadores do visto TN, como cônjuges e filhos.

Essas novas exigências se juntam a outras categorias de visto que já estavam sujeitas a checagens rigorosas, incluindo estudantes e acompanhantes com vistos F-1, M-1, F-2 e M-2, trabalhadores temporários e estagiários com vistos H-1B, H-3 e seus dependentes H-4, além de visitantes de intercâmbio com vistos J-1 e J-2.

Além disso, a regra se estende a noivos(as) e seus dependentes (K-1, K-2 e K-3), trabalhadores religiosos (R-1, R-2), participantes de intercâmbio cultural (Q), trabalhadores domésticos diplomáticos (A-3, C-3, G-5), bem como testemunhas e vítimas (S, T, U).

Com essa iniciativa, o governo dos EUA busca avaliar de forma mais eficaz a admissibilidade dos viajantes antes de conceder a autorização de entrada no país. O comunicado do Departamento de Estado destaca que a concessão de qualquer visto é considerada uma questão de segurança nacional.

Esse processo visa assegurar que o solicitante não tenha a intenção de causar danos aos cidadãos ou interesses dos Estados Unidos e que demonstre um compromisso real em respeitar as condições e os prazos de sua permanência no país. Além disso, é importante ressaltar que a concessão de vistos é vista como um privilégio, a ser concedido a critério do governo americano, e não como um direito automático.

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