Novas regras para aposentadoria impactam trabalhadores a partir de janeiro de 2026

Breno Esaki/Metrópoles

Mudanças nas exigências tornam a aposentadoria mais rigorosa para milhares de brasileiros.

As novas regras que entram em vigor em janeiro de 2026 tornam a aposentadoria mais rigorosa, exigindo mais tempo de contribuição.

Trabalhadores devem estar atentos às novas regras de aposentadoria que começam a vigorar em janeiro de 2026. As mudanças, que fazem parte da reforma da Previdência aprovada em 2019, tornam o acesso ao benefício mais rigoroso, exigindo mais tempo de trabalho e contribuições para aqueles que ainda não se aposentaram.

Mudanças nas exigências de idade e contribuição

A principal alteração está na regra de idade mínima progressiva. A partir de agora:

  • Mulheres: 59 anos e seis meses de idade, com 30 anos de contribuição.
  • Homens: 64 anos e seis meses, com 35 anos de contribuição.

Essa mudança é parte de um calendário que irá elevar gradualmente as idades definitivas, que serão de 62 anos para mulheres e 65 anos para homens.

Regras de pontos também são alteradas

Outra mudança significativa é na regra de pontos, que agora exigirá:

  • Mulheres: 93 pontos (soma da idade e tempo de contribuição).
  • Homens: 103 pontos.

Essas alterações significam que trabalhadores que planejam se aposentar devem rever seus planos e considerar a possibilidade de ter que trabalhar mais tempo.

Como se preparar para as novas regras

Dada a rigidez das novas exigências, o planejamento previdenciário se torna essencial. Aqui estão algumas dicas:
Revise seu histórico de contribuições: Verifique o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) para identificar lacunas.
Avalie períodos especiais: Considere o tempo trabalhado em atividades insalubres, rurais ou militar.

  • Simule cenários: Faça simulações de aposentadoria para entender como as novas regras afetarão seu benefício.

O impacto das mudanças

Essas novas regras impactarão especialmente aqueles que estão próximos da aposentadoria. Com isso, o planejamento e a adaptação às novas exigências são fundamentais para evitar surpresas desagradáveis no futuro. Além disso, o cálculo do benefício continua a considerar todas as contribuições feitas ao longo da vida, sem descartar as menores remunerações.

As regras de transição ainda se aplicam a um grupo restrito de trabalhadores que estavam perto de se aposentar quando a reforma entrou em vigor. Para os professores, as regras também foram alteradas, permitindo que se aposentem mais cedo, mas com exigências específicas para a categoria.

Em resumo, o novo cenário previdenciário requer atenção e planejamento, pois as regras que entram em vigor em janeiro de 2026 podem exigir que muitos trabalhadores prolonguem sua permanência no mercado de trabalho.

Fonte: www.metropoles.com

Fonte: Breno Esaki/Metrópoles

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas: