Novo acordo EUA-China gera incertezas no mercado de soja

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Anúncio de compras chinesas não garante estabilidade nos preços

Acordo entre EUA e China para compra de soja gera ceticismo no mercado devido à falta de detalhes.

Em 9 de outubro de 2023, o anúncio de um novo acordo comercial entre EUA e China promete aumentar as compras de soja, mas a falta de detalhes concretos gera ceticismo entre os agentes do mercado. Apesar das promessas de que a China poderia adquirir até 12 milhões de toneladas no curto prazo, os impactos reais sobre os estoques e preços permanecem incertos.

Detalhes do acordo e reações do mercado

O acordo, que foi descrito como um gesto político, não apresenta clareza sobre volumes, prazos e cronogramas de embarque. Autoridades norte-americanas indicaram que as compras poderiam chegar a 25 milhões de toneladas anuais nos próximos três anos. Entretanto, a incerteza persiste sobre se esses volumes serão adicionais ou substitutivos, o que afetaria diretamente os estoques dos EUA.

Contexto logístico e comercial

As tarifas sobre a soja dos EUA, que variam entre 13% e 17%, ainda estão em vigor, o que compromete a competitividade do produto em relação à soja brasileira e argentina. Recentemente, o Brasil conseguiu se consolidar como um fornecedor chave, levando a uma postura cautelosa das esmagadoras chinesas, que enfrentam margens negativas devido aos altos preços da soja brasileira.

Implicações para a relação Brasil-China

O desgaste nas relações comerciais entre Brasil e China se intensificou, com críticas sobre os preços praticados no Brasil. Relatos indicam que houve pressão sobre o governo argentino para suspender temporariamente impostos de exportação, destacando a fragilidade do mercado. Enquanto isso, a expectativa de novas aquisições de soja norte-americana permanece envolta em dúvidas, o que aumenta a volatilidade no setor.

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