Nirsevimabe, anticorpo monoclonal, chega ao SUS para proteger bebês prematuros e com comorbidades
Paraná inicia oferta do Nirsevimabe em 2026 para prevenir infecções por vírus sincicial em bebês prematuros e com comorbidades.
A partir de fevereiro de 2026, o Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná passará a oferecer o Nirsevimabe, um novo medicamento indicado para prevenir infecções causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) em bebês prematuros e crianças com comorbidades. A medida foi anunciada após a Secretaria da Saúde do Paraná (Sesa) receber as primeiras 1.366 doses do imunobiológico, que será distribuído para todas as maternidades de alto risco do estado.
Características do Nirsevimabe
O Nirsevimabe é um anticorpo monoclonal que promove imunização passiva, fornecendo anticorpos prontos para combater o VSR. Diferente do Palivizumabe, medicamento atualmente usado na rede pública, que exige múltiplas doses mensais durante o pico do vírus, o Nirsevimabe é aplicado em dose única, representando uma inovação e facilitando o esquema preventivo.
Público-alvo e critérios técnicos
A oferta do Nirsevimabe seguirá as diretrizes do Ministério da Saúde, sendo destinado a:
Bebês prematuros nascidos com até 36 semanas e 6 dias de gestação, independentemente do peso;
Crianças menores de 24 meses que apresentem comorbidades como cardiopatias congênitas, broncodisplasia, imunocomprometimento, Síndrome de Down, fibrose cística, doenças neuromusculares e anomalias das vias aéreas.
A administração para bebês prematuros pode ocorrer ao longo de todo o ano, preferencialmente nas maternidades, enquanto para crianças com comorbidades será durante o período sazonal do VSR, entre fevereiro e agosto.
Implementação nas unidades de saúde
O Hospital Infantil Waldemar Monastier, localizado em Campo Largo na Região Metropolitana de Curitiba, é uma das 35 unidades que receberão o Nirsevimabe. Essa unidade atua como referência para 28 municípios na aplicação do Palivizumabe e agora integrará o novo imunobiológico em suas estratégias preventivas.
Segurança e contraindicações
O uso do Nirsevimabe é contraindicado para pacientes com histórico de reação alérgica grave ao medicamento ou seus componentes, assim como em casos de distúrbios hemorrágicos significativos que impeçam a aplicação intramuscular. A aplicação poderá ser feita por via subcutânea em situações específicas, conforme avaliação médica.
Complementariedade com Palivizumabe
Segundo o secretário estadual de Saúde, Beto Preto, a introdução do Nirsevimabe não excluirá o uso do Palivizumabe imediatamente. Ambos os medicamentos seguirão sendo ofertados conforme protocolos vigentes, integrando as estratégias de proteção contra o vírus sincicial para grupos prioritários.
A iniciativa do Paraná reforça o compromisso do estado e do Ministério da Saúde em ampliar a prevenção contra infecções respiratórias que afetam bebês e crianças pequenas, reduzindo o risco de complicações como bronquiolite e pneumonia associadas ao VSR.
Fonte: www.parana.pr.gov.br
Fonte: SUS Paraná