Revisão do plano após 17 anos almeja metas ambiciosas de redução de emissões.
O novo Plano Clima do Brasil traça rotas para a descarbonização do país até 2035, com foco em setores diversos.
O novo Plano Clima do Brasil, aprovado em dezembro de 2025, marca um passo significativo na luta contra as mudanças climáticas, estabelecendo um conjunto de diretrizes e metas para a redução das emissões de gases do efeito estufa até 2035. A revisão deste plano é crucial, já que a versão anterior data de 2008 e não havia sido atualizada desde a assinatura do Acordo de Paris em 2015.
Objetivo do Plano Clima
A nova estratégia brasileira visa reduzir as emissões de 2 bilhões de toneladas de CO² equivalente, registradas em 2022, para 1,2 bilhão até 2030. Para isso, o plano se estrutura em três eixos principais: mitigação, adaptação e estratégias transversais.
Setores Abrangidos
O plano contempla 16 planos setoriais temáticos que incluem:
Agricultura: Foco na produção sustentável e preservação de recursos.
Saúde: Integração de políticas de saúde ambiental.
Transportes: Promoção de combustíveis renováveis e redução de emissões.
Turismo: Incentivo a práticas sustentáveis.
Igualdade Racial e Direitos dos Povos Indígenas: Inclusão de metas específicas para a proteção de terras e culturas.
Entre as principais metas, destacam-se:
Povos Indígenas: Conclusão de 40 Relatórios Circunstanciados de Identificação e Delimitação (RCIDs) de terras indígenas e formação de novas brigadas federais para combate a emergências climáticas.
- Combustíveis Renováveis: Produção de 2,6 a 4,5 bilhões de litros de SAF (combustível de aviação sustentável) e Diesel Verde, além da redução significativa das emissões na exploração de petróleo e gás.
Importância da Revisão
A atualização do Plano Clima é um reflexo do compromisso do Brasil com as metas globais de redução de emissões e uma resposta às crescentes pressões para que o país adote políticas mais rigorosas em relação ao clima. Essa nova abordagem não apenas reforça a posição do Brasil no cenário internacional, mas também estabelece um modelo de governança ambiental que pode servir de referência para outras nações em desenvolvimento.
A implementação efetiva dessas ações será fundamental para que o Brasil não apenas cumpra suas obrigações internacionais, mas também para garantir um futuro sustentável para as próximas gerações.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida de engarrafamento na via Estrutural – Metrópoles
