O GLP-1, um hormônio produzido naturalmente pelo corpo, tem se tornado um tema recorrente nas conversas, notícias e redes sociais nos últimos anos. Essa substância desempenha um papel crucial no controle da quantidade de açúcar no sangue e está diretamente relacionada à sensação de saciedade após as refeições.
Com base na ação do GLP-1, foram desenvolvidos medicamentos que replicam algumas de suas funções. Esses tratamentos são utilizados principalmente para diabetes tipo 2, mas também podem ter aplicações no controle de peso, dependendo do medicamento e de suas respectivas indicações aprovadas.
O que tem chamado a atenção são os chamados “canetas”, dispositivos que facilitam a aplicação desses medicamentos. Esse formato contribuiu para que o GLP-1 se tornasse um dos principais tópicos de saúde nos últimos anos.
É fundamental esclarecer que GLP-1 não deve ser confundido com um remédio para emagrecimento. Há uma diversidade de medicamentos que atuam nesse mecanismo, cada um com suas indicações, dosagens e características específicas.
Uma das novidades no mercado brasileiro é a introdução de medicamentos de semaglutida produzidos por síntese química. A Anvisa aprovou, em 2026, novas opções dessa tecnologia, incluindo o Semavy, desenvolvido pela Mantecorp.
O termo “sintético” refere-se à produção da substância em laboratório, em vez de obtida diretamente do organismo. A Anvisa classifica esses produtos como análogos sintéticos de peptídeos biológicos.