Dia Mundial do Braille reforça a importância da escrita tátil para a autonomia de pessoas com deficiência visual
Celebrado em 4 de janeiro, o Dia Mundial do Braille marca o nascimento do francês Louis Braille, em 1809. Cego desde a infância, ele desenvolveu ainda na adolescência o sistema de leitura e escrita tátil que transformou o acesso à educação, à informação e à cidadania de pessoas cegas em todo o mundo. Mais de dois séculos depois, em um cenário cada vez mais digital, o Sistema Braille segue sendo essencial para a alfabetização e a autonomia de pessoas com deficiência visual.
No Instituto Paranaense de Cegos (IPC), referência no atendimento e na educação desse público no Paraná, o ensino do Braille continua sendo uma ferramenta central no processo educacional. Para o professor de Braile, Lucas Cadmiel, o método permanece indispensável, especialmente na alfabetização de crianças cegas. “O Braille é fundamental para compreender a estrutura das palavras, os dígrafos e a escrita correta. Ao ler em Braille, a pessoa cega pratica simultaneamente a leitura e a escrita”, explica.
Apesar da ampla difusão de tecnologias assistivas baseadas em áudio, o professor alerta para os limites do uso exclusivo desses recursos. “Muitas pessoas cegas que utilizam apenas recursos sonoros acabam apresentando dificuldades na escrita”, afirma. Segundo ele, a ideia de que o Braille perdeu relevância não corresponde à realidade. Pelo contrário: a tecnologia também passou a incorporar essa escrita.
Atualmente, já existem aplicativos que permitem a digitação em Braille diretamente na tela do celular, com teclados específicos, garantindo velocidade e autonomia semelhantes às de usuários videntes.
O aprendizado do Braille, no entanto, apresenta desafios distintos conforme o perfil do estudante. Para quem está em fase de alfabetização, o processo se assemelha ao da escrita convencional. Já para pessoas que perderam a visão após serem alfabetizadas, o caminho pode ser mais lento. “É preciso memorizar os pontos de cada letra e desenvolver a sensibilidade tátil, o que pode ser mais difícil para quem não tem boa percepção nos dedos”, explica Lucas. Ainda assim, ele ressalta que cada pessoa vivencia esse processo de forma subjetiva, encontrando suas próprias formas de superação.
No cotidiano do IPC, diferentes estratégias pedagógicas são utilizadas para facilitar o aprendizado, especialmente para quem começa do zero. Entre os recursos estão materiais específicos como o Gira-Braille, além do uso do papel, da reglete e de instrumentos adequados para a escrita tátil.
Fora do ambiente educacional, o Braille ainda aparece de forma tímida no cotidiano. Pode ser encontrado em elevadores, embalagens de medicamentos, alguns perfumes e produtos alimentícios, mas sua presença ainda é considerada insuficiente. “Em termos de quantidade, o Braille ainda é quase insignificante nos espaços públicos e nos produtos de consumo. Há muito espaço para avançar”, avalia o professor.
Entre os equipamentos e acessórios mais utilizados para a escrita e impressão em Braille estão a máquina Braille, a reglete, a linha Braille e a impressora Braille — recursos que seguem sendo fundamentais tanto no processo educacional quanto na vida cotidiana de pessoas cegas.
Para Lucas Cadmiel, cada conquista no aprendizado do Braille é carregada de significado. “Cada vez que um estudante memoriza as letras e consegue realizar a leitura em Braille é um momento muito marcante. Representa uma nova alternativa de acesso à informação e sempre traz grande emoção”, relata.
No Instituto Paranaense de Cegos (IPC), referência no atendimento e na educação desse público no Paraná, o ensino do Braille continua sendo uma ferramenta central no processo educacional. Para o professor de Braile, Lucas Cadmiel, o método permanece indispensável, especialmente na alfabetização de crianças cegas. “O Braille é fundamental para compreender a estrutura das palavras, os dígrafos e a escrita correta. Ao ler em Braille, a pessoa cega pratica simultaneamente a leitura e a escrita”, explica.
Apesar da ampla difusão de tecnologias assistivas baseadas em áudio, o professor alerta para os limites do uso exclusivo desses recursos. “Muitas pessoas cegas que utilizam apenas recursos sonoros acabam apresentando dificuldades na escrita”, afirma. Segundo ele, a ideia de que o Braille perdeu relevância não corresponde à realidade. Pelo contrário: a tecnologia também passou a incorporar essa escrita.
Atualmente, já existem aplicativos que permitem a digitação em Braille diretamente na tela do celular, com teclados específicos, garantindo velocidade e autonomia semelhantes às de usuários videntes.
O aprendizado do Braille, no entanto, apresenta desafios distintos conforme o perfil do estudante. Para quem está em fase de alfabetização, o processo se assemelha ao da escrita convencional. Já para pessoas que perderam a visão após serem alfabetizadas, o caminho pode ser mais lento. “É preciso memorizar os pontos de cada letra e desenvolver a sensibilidade tátil, o que pode ser mais difícil para quem não tem boa percepção nos dedos”, explica Lucas. Ainda assim, ele ressalta que cada pessoa vivencia esse processo de forma subjetiva, encontrando suas próprias formas de superação.
No cotidiano do IPC, diferentes estratégias pedagógicas são utilizadas para facilitar o aprendizado, especialmente para quem começa do zero. Entre os recursos estão materiais específicos como o Gira-Braille, além do uso do papel, da reglete e de instrumentos adequados para a escrita tátil.
Fora do ambiente educacional, o Braille ainda aparece de forma tímida no cotidiano. Pode ser encontrado em elevadores, embalagens de medicamentos, alguns perfumes e produtos alimentícios, mas sua presença ainda é considerada insuficiente. “Em termos de quantidade, o Braille ainda é quase insignificante nos espaços públicos e nos produtos de consumo. Há muito espaço para avançar”, avalia o professor.
Entre os equipamentos e acessórios mais utilizados para a escrita e impressão em Braille estão a máquina Braille, a reglete, a linha Braille e a impressora Braille — recursos que seguem sendo fundamentais tanto no processo educacional quanto na vida cotidiana de pessoas cegas.
Para Lucas Cadmiel, cada conquista no aprendizado do Braille é carregada de significado. “Cada vez que um estudante memoriza as letras e consegue realizar a leitura em Braille é um momento muito marcante. Representa uma nova alternativa de acesso à informação e sempre traz grande emoção”, relata.
Aulas de Braille no IPC
O Instituto Paranaense de Cegos oferece aulas de Braille para pessoas cegas e com baixa visão, contribuindo para a alfabetização, o fortalecimento da autonomia e o acesso pleno à informação. Interessados em aprender ou aprimorar a leitura e a escrita em Braille podem procurar o IPC para conhecer os cursos, horários e formas de participação.
Mais informações
Telefone: (41) 3342-6690
Endereço: Av. Visconde de Guarapuava, 4186, Centro, Curitiba/PR
Fonte: Assessoria de Imprensa. / Foto: Divulgação IPC.
