‘O sistema é frouxo’: No Podcast Folha de Curitiba, Francischini diz que entrou na política para endurecer leis e promete voltar ao Congresso com plano contra o crime organizado.

Após anos enfrentando grandes organizações criminosas como delegado da Polícia Federal, Fernando Francischini afirma que a política se tornou um caminho inevitável em sua trajetória. Em entrevista ao podcast do Folha de Curitiba, ele explicou que a decisão de disputar um mandato surgiu da frustração com o que considera fragilidade da legislação brasileira. “O sistema é muito frouxo. A lei existe para o cidadão de bem, mas muitas vezes não para o criminoso”, declarou.

 

Segundo ele, a experiência prática nas investigações mostrou que muitas operações policiais terminavam sem impacto duradouro justamente por falhas na legislação. Francischini afirma que chegou a prender suspeitos envolvidos em esquemas de contrabando e corrupção que acabaram liberados rapidamente. “A gente prendia e no dia seguinte estavam saindo pela porta da frente. Isso revoltava toda a equipe”, lembrou.

 

Foi essa realidade que, segundo ele, o levou a disputar uma vaga no Congresso Nacional. No Parlamento, Francischini afirma ter participado de iniciativas legislativas voltadas ao combate ao crime organizado, incluindo a aprovação da lei que consolidou instrumentos como a delação premiada. “Eu fui um dos líderes da aprovação da lei de combate ao crime organizado, que criou a delação premiada usada em grandes operações de corrupção”, destacou.

 

Agora, o ex-deputado diz estar preparando um retorno à política com um pacote de propostas inspirado em modelos internacionais de combate ao crime. Entre as ideias, ele cita a criação de um presídio federal de segurança máxima na Amazônia, isolado de centros urbanos. “Quero um presídio com 20 mil vagas, segurança máxima, no meio da selva amazônica. Quero ver quem vai fugir de lá”, afirmou durante a entrevista.

 

Francischini também comentou a cassação de seu mandato e disse que pretende voltar à disputa eleitoral com a mesma postura combativa que marcou sua carreira. “Eu fui cassado, mas não me calei. Se eu voltar para Brasília, não será para ficar quieto. Vai ser para enfrentar o sistema novamente”, declarou. Para ele, o combate ao crime organizado continua sendo a principal pauta de sua atuação pública.

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: