Operação da polícia combate quadrilha que rouba cargas na BR-116

Na manhã desta segunda-feira (3), a Polícia Civil do Paraná (PCPR), em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), desencadeou uma operação voltada para desmantelar uma quadrilha especializada em roubos de cargas na Rodovia Régis Bittencourt, BR-116. A ação abrange o cumprimento de 23 ordens judiciais direcionadas a essa organização criminosa, que é investigada por uma série de ataques violentos ocorridos na rodovia que atravessa a Região Metropolitana de Curitiba.

O delegado André Feltes, da PCPR, informou que a operação consiste em 11 mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão, sendo estes executados nos municípios de Curitiba, São José dos Pinhais, Campina Grande do Sul, Fazenda Rio Grande e Almirante Tamandaré.

As investigações que culminaram nesta operação tiveram início em janeiro de 2025, com o objetivo de apurar as atividades de uma organização criminosa envolvida em roubos de cargas nas rodovias que cortam a Região Metropolitana de Curitiba e áreas do Estado de São Paulo. Durante as apurações, a PCPR conseguiu identificar que o grupo estava envolvido em aproximadamente 20 ações criminosas entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026.

A primeira fase da operação foi realizada em maio de 2025, quando parte da quadrilha foi desarticulada. Com a continuidade das investigações, novos integrantes foram identificados, assim como a coleta de evidências que possibilitaram a individualização da atuação de cada um nos crimes atribuídos ao grupo.

Dois dos alvos desta segunda fase são homens que foram presos em flagrante em janeiro de 2026, após participarem do roubo de um caminhão na BR-116, em Campina Grande do Sul, incidente que resultou na morte de seis ocupantes de uma van. Esses indivíduos permanecerão encarcerados, e os mandados de prisão temporária serão cumpridos na unidade prisional onde se encontram.

As investigações revelaram que a organização criminosa operava de maneira estruturada, utilizando veículos com sinais identificadores adulterados para dificultar a ação policial. Os criminosos costumavam emparelhar seus veículos aos caminhões em movimento e disparavam armas de fogo contra os para-brisas para forçar os motoristas a pararem, rendendo as vítimas e subtraindo as cargas.

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