A segunda fase da Operação Snack Time, deflagrada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), investiga uma organização criminosa que atua no controle de cantinas em unidades prisionais. Entre os alvos da operação estão um ex-subsecretário de Administração Penitenciária e um policial penal, que são investigados por envolvimento em esquema de corrupção.
A operação começou na manhã do dia 1º de setembro de 2026 e conta com a participação de diversas equipes do MPRJ, que estão cumprindo mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados. O esquema, segundo as investigações, envolve a facilitação do acesso a produtos e serviços nas cantinas das prisões, em troca de propinas.
Os investigadores apuram ainda se os alvos da operação mantinham relações com empresários que forneciam produtos para as cantinas, além de avaliar o impacto financeiro que esse esquema trazia para o sistema penitenciário. A expectativa é que a operação possa desarticular a organização criminosa e trazer à tona mais detalhes sobre a corrupção no sistema prisional.
Além do ex-subsecretário e do policial penal, outras pessoas são alvo das investigações, que buscam esclarecer a extensão das atividades criminosas e a forma como os envolvidos atuavam em prol do esquema. As informações coletadas até agora indicam que a prática de corrupção dentro das unidades prisionais é um problema recorrente.
O MPRJ já havia realizado operações anteriores relacionadas ao mesmo tema, mas esta fase é considerada mais abrangente e aprofundada, visando não apenas a punição dos envolvidos, mas também a prevenção de futuras práticas ilícitas dentro do sistema prisional do RJ.