Uma análise das transformações no clássico da animação
A história da Branca de Neve original é muito mais sombria do que a versão da Disney, que fez mudanças significativas.
A magia da Disney é conhecida por transformar contos de fadas em histórias encantadoras e acessíveis a todas as idades. No entanto, essa adaptação nem sempre é fiel à essência original. Um exemplo notável é o conto de “Branca de Neve e os Sete Anões”, que, por trás de sua imagem de conto de fadas, carrega uma origem sombria que a Disney cuidadosamente editou.
A verdadeira história de Branca de Neve
O conto de Branca de Neve, registrado pelos irmãos Grimm, é uma narrativa que contém elementos chocantes, incluindo canibalismo e uma protagonista extremamente jovem. Na versão original, Branca de Neve é apenas uma criança de sete anos. A trama gira em torno da Rainha Má, que sente inveja da beleza da enteada e ordena que um caçador a mate. Contudo, ao invés de cumprir a ordem, o caçador entrega à Rainha os pulmões e o fígado de um urso, levando a vilã a acreditar que havia consumido a carne de Branca de Neve.
Além desse aspecto grotesco, o final do conto original é ainda mais cruel. Após o casamento da princesa com o príncipe, a Rainha Má é convidada à cerimônia e, como punição, forçada a dançar com sapatos de ferro em brasa até a morte. Tais detalhes sombrios foram completamente eliminados na adaptação da Disney, que optou por um final feliz e uma narrativa mais leve, refletindo uma visão mais otimista e adequada ao público infantil.
Mudanças significativas na adaptação da Disney
A transformação da história de Branca de Neve pela Disney não se limita apenas ao enredo, mas também à idade da protagonista. Enquanto no conto original Branca de Neve tem apenas sete anos, na versão animada, ela é retratada como uma adolescente, o que a torna mais identificável para o público jovem da época.
A Disney também decidiu alterar a maneira como a Rainha Má tenta eliminar Branca de Neve; ao invés de um assassinato brutal, a vilã oferece uma maçã envenenada, um símbolo de tentação e traição, mas que é mais palatável do que a violência explícita do conto original. Essa decisão foi parte de uma estratégia mais ampla da Disney para criar uma narrativa que, embora carregasse os temas de inveja e rivalidade, não se aprofundasse nas questões mais perturbadoras do material fonte.
O impacto cultural de Branca de Neve
Lançado em 1937, “Branca de Neve e os Sete Anões” não apenas se tornou um marco na história da animação, mas também deu início à era de ouro da Disney. O filme foi pioneiro ao estabelecer novos padrões para a animação e influenciar gerações de cineastas. A adaptação, ao suavizar os elementos sombrios da história original, permitiu que o filme se tornasse um clássico familiar, reverberando ao longo das décadas.
Em 2022, a Disney lançou um remake em live-action da história, que, apesar de contar com nomes de peso como Gal Gadot e Rachel Zegler, não conseguiu o mesmo sucesso de bilheteira que seu predecessor. Com um orçamento de US$ 240 a US$ 270 milhões, o filme arrecadou apenas US$ 205,6 milhões mundialmente, evidenciando que a reinterpretação de clássicos pode ser um desafio, especialmente quando se trata de histórias tão enraizadas na cultura popular.
A trajetória de “Branca de Neve” ilustra como a narrativa pode ser moldada e adaptada ao longo do tempo, refletindo mudanças nos valores culturais e nas expectativas do público. Enquanto a Disney continua a explorar e reinterpretar suas histórias, a sombra do conto original dos irmãos Grimm permanece, lembrando-nos que nem todos os contos de fadas têm finais felizes.
Fonte: www.purepeople.com.br
Fonte: Gal Gadot tem fortuna milionária revelada. Descubra o valor!
