A poucos meses das eleições de 2026, muitos pré-candidatos já iniciaram suas estratégias de presença digital. No entanto, a pressa em ocupar espaço nas redes sociais tem levado a erros que podem custar não apenas votos, mas também a reputação de uma campanha inteira.
A Folha de Curitiba consultou profissionais de marketing político e comunicação eleitoral para mapear os equívocos mais comuns — e, principalmente, como corrigi-los a tempo. Segundo Thiago Branco referencia em tráfego pago politico e marketing digital politico os maiores erros são:
1. Investir em Seguidores em Vez de Eleitores
O erro mais comum entre candidatos iniciantes é confundir popularidade nas redes com potencial de voto. Ter 100 mil seguidores no Instagram não significa ter 100 mil votos. Muitos desses perfis podem ser de outras cidades, estados ou até de fora do país.
A estratégia correta é investir em tráfego pago segmentado, que permite direcionar a mensagem especificamente para eleitores da sua zona eleitoral, filtrados por localização, idade e interesses.
2. Não Ter Uma Página de Captura
Candidatos que só publicam no Instagram e Facebook estão construindo em “terreno alugado”. Essas plataformas podem mudar algoritmos, restringir alcance ou até derrubar contas a qualquer momento.
O ideal é ter um site próprio ou landing page que capture contatos (nome, e-mail, WhatsApp) para criar uma base de eleitores que pode ser ativada diretamente, independente de qualquer rede social.
3. Ignorar o Tráfego Pago
Muitos candidatos ainda acreditam que o alcance orgânico é suficiente. A realidade é que o alcance orgânico no Instagram caiu para menos de 5% da base de seguidores. Sem investimento em anúncios, a grande maioria das publicações simplesmente não é vista.
Um guia completo sobre tráfego pago para campanhas publicado recentemente detalha como candidatos podem estruturar suas primeiras campanhas de anúncios com orçamentos a partir de R$ 500 por mês, segmentando exatamente o perfil de eleitor desejado.
4. Comunicação Genérica e Sem Personalidade
“Vamos lutar pelo povo” e “Compromisso com a nossa cidade” são frases que poderiam ser ditas por qualquer um dos milhares de candidatos em qualquer eleição. A comunicação genérica gera desinteresse imediato.
Os candidatos que se destacam são aqueles que:
– Contam histórias pessoais reais
– Apresentam propostas específicas com números
– Mostram bastidores e o lado humano
– Interagem genuinamente com comentários
5. Começar Tarde Demais
Talvez o maior erro de todos. Candidatos que começam a construir presença digital três meses antes da eleição enfrentam uma batalha quase impossível contra adversários que já estão posicionados há um ano ou mais.
A construção de autoridade digital leva tempo. É preciso publicar conteúdo consistente, construir uma audiência engajada e estabelecer confiança — processos que exigem meses de trabalho contínuo.
O Que Fazer Agora?
Especialistas em marketing político são unânimes: o momento de agir é agora. A pré-campanha digital não tem data de início oficial, e quanto antes um pré-candidato estruturar sua presença online, maiores as chances de chegar a 2026 com uma base sólida de eleitores engajados.
As recomendações essenciais incluem:
– Criar um site profissional com captura de leads
– Iniciar investimento em tráfego pago, mesmo com valores modestos
– Produzir conteúdo em vídeo semanalmente
– Construir uma lista de contatos no WhatsApp
– Contratar profissionais especializados em marketing eleitoral
A diferença entre uma campanha vitoriosa e uma derrotada cada vez mais está na estratégia digital. E o tempo para se preparar está passando.
—
Eleições 2026: a Folha de Curitiba traz análises e orientações para candidatos e eleitores. Siga-nos nas redes sociais para atualizações diárias.