Ouro retorna ao topo e supera títulos dos EUA como ativo de reserva

Entenda o que motivou essa mudança significativa no mercado financeiro.

Ouro volta a ser o principal ativo de reserva global, superando os títulos dos EUA.

O atual cenário econômico global tem provocado mudanças drásticas nos ativos de reserva, e o ouro, que há três décadas parecia esquecido, voltou a conquistar seu espaço. Desde 2025, com um ambiente marcado por incertezas políticas e conflitos geopolíticos, a fuga dos investidores em direção ao ouro se tornou evidente, refletindo uma busca por segurança.

A ascensão do ouro como principal ativo de reserva

Dados recentes da Visual Capitalist revelam que, em 2026, o ouro se tornou o maior ativo de reserva estrangeira dos bancos centrais, com um total aproximado de US$ 4,5 trilhões. Esse marco é significativo, considerando que os títulos do Tesouro dos EUA, que dominaram por décadas, agora acumulam aproximadamente US$ 3,5 trilhões. A mudança tem raízes em uma estratégia clara de mercados emergentes, como Índia, Turquia e Catar, que buscam reduzir a dependência do dólar.

A trajetória ascendente do ouro é após um aumento impressionante de mais de 70% em 2025, alcançando novos recordes, com valores acima de US$ 5,5 mil por onça. A última vez que o metal precioso ocupou essa posição de destaque foi em 1996, quando os bancos centrais acumulavam ouro de forma mais significativa. No entanto, no início dos anos 2000, um ciclo de vendas generalizadas de ouro, impulsionado por um ambiente macroeconômico favorável, fez com que os títulos dos EUA se tornassem mais atrativos para os investidores.

O contexto que levou à mudança

As tensões atuais no cenário global, que incluem tarifas comerciais elevadas, conflitos militares e incertezas sobre a política fiscal dos EUA, têm influenciado a percepção dos investidores. O governo de Donald Trump, por exemplo, perturbou a estabilidade financeira tradicional, levando a uma aversão ao risco em relação ao dólar e uma busca por ativos mais seguros, como o ouro.

A escalada das tensões no Oriente Médio, com o conflito entre Israel e Irã, e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças especiais dos EUA, exacerbaram ainda mais a volatilidade nos mercados. Esses eventos não só elevam os preços do ouro, mas também fazem com que bancos centrais e investidores considerem o metal precioso como um porto seguro.

Consequências futuras para o mercado financeiro

Com a crescente demanda pelo ouro, as implicações para as reservas globais são profundas. O retorno do metal ao topo levanta questões sobre o futuro da moeda americana como referência em reservas internacionais. A mudança pode sinalizar uma reconfiguração das dinâmicas econômicas globais, onde o ouro volta a chamar a atenção como um ativo primordial. Além disso, essa movimentação pode forçar uma ree avaliação das políticas monetárias dos países que ainda se apoiam fortemente na estabilidade do dólar.

Conclusão

Nos últimos 30 anos, o ouro passou de um ativo subestimado a um líder no cenário de reservas globais. A busca por proteção em tempos de incerteza e instabilidade política reflete uma mudança nas estratégias dos investidores e dos bancos centrais. O futuro das reservas internacionais pode, portanto, depender da capacidade do ouro de se manter relevante em um mundo em constante transformação.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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