Metais preciosos ganham força diante do conflito comercial e da desvalorização do dólar
Ouro sobe mais de 3%, renovando recorde histórico em meio a tensões comerciais entre EUA e União Europeia e queda do dólar.
Ouro sobe mais de 3% e atinge novo recorde com tensão entre EUA e Europa
Na terça-feira, 20, o ouro fechou em alta superior a 3%, renovando seu recorde histórico ao ultrapassar a marca de US$ 4.700 por onça-troy pela primeira vez. O principal impulsionador dessa valorização foi a escalada da tensão comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia, especialmente em torno da disputa pela Groenlândia, que aumentou a demanda por ativos considerados mais seguros.
Tensão comercial impulsiona busca por segurança
O conflito diplomático entre os EUA e a Europa gerou preocupações nos mercados, levando investidores a buscar proteção em ativos menos suscetíveis à volatilidade causada por decisões políticas. O ouro, tradicionalmente visto como um porto seguro, foi o principal beneficiado, com forte alta na bolsa Comex, onde o contrato para fevereiro fechou a US$ 4.765,80 por onça-troy, alta de 3,71% no dia.
Queda do dólar favorece metais preciosos
Além das tensões geopolíticas, a desvalorização do dólar frente a outras moedas contribuiu para o fortalecimento do ouro e demais metais preciosos. Um dólar mais fraco torna os metais mais baratos para investidores internacionais, ampliando a demanda global. Segundo o Commerzbank, o dólar vem perdendo confiança como porto seguro, levando os mercados a preferirem alternativas como o ouro, imune à influência direta de políticas governamentais e bancos centrais.
Fluxos recordes em fundos de ouro
Os fundos de índice (ETFs) de ouro seguem registrando fortes entradas de capital. Em 2023, foram adquiridas mais de 800 toneladas do metal por meio desses fundos, o segundo maior volume anual da história, ficando atrás apenas do recorde de 2020. Na última sexta-feira, o maior ETF de ouro do mundo aumentou suas reservas em 11 toneladas, sinalizando confiança dos investidores no ativo diante do atual cenário econômico e político.
Outros metais preciosos também sobem
A prata acompanhou o movimento do ouro, registrando alta de 6,89% na Comex para o contrato de março, fechando em US$ 94,63 por onça-troy, após atingir máximo histórico de US$ 95,78. No entanto, mesmo com as altas recentes, os ETFs de prata têm registrado saídas de capital, indicando realização de lucros por parte dos investidores. Platina e paládio também valorizaram, com altas de 5,5% e 4,4%, respectivamente, refletindo a busca por diversificação nos metais preciosos.
Movimentos globais e impactos futuros
A saída de ativos americanos em função das tensões geopolíticas se intensifica, com o fundo de pensão da Dinamarca anunciando a venda de títulos do Tesouro dos EUA, citando preocupações com a fragilidade das finanças americanas. Esse movimento reforça o papel do ouro como alternativa confiável diante da instabilidade global. A valorização dos metais preciosos pode influenciar estratégias de investimento e políticas econômicas nos próximos meses, especialmente se as disputas comerciais e geopolíticas persistirem.
Fonte: www.moneytimes.com.br
