O papa Leão XIV foi submetido a uma cirurgia na terça-feira (13) para a remoção de um tumor no pulmão. O Vaticano informou que o pontífice, de 71 anos, teve uma noite tranquila após o procedimento e deve permanecer internado por uma semana, motivo pelo qual todos os compromissos até o dia 20 de outubro foram cancelados.
Apesar de não ter registro de doenças graves, Leão XIV possui um histórico familiar de câncer, com sua mãe falecendo em decorrência da doença e um irmão mais velho atualmente em tratamento nos Estados Unidos. O papa é conhecido por seu estilo de vida ativo, praticando esportes como tênis e natação.
A cirurgia realizada por Leão XIV se insere em um contexto de intervenções médicas que envolvem outros líderes da Igreja Católica. O ex-papa João Paulo II, por exemplo, passou por uma operação para a retirada de um tumor benigno do intestino em julho de 1992, quando tinha 72 anos. Naquela ocasião, ele anunciou a internação no Hospital Gemelli, em Roma, para exames diagnósticos, e a cirurgia ocorreu em 15 de julho, três dias após o anúncio.
Bento XVI, também, teve sua saúde marcada por procedimentos médicos. O ex-papa utilizava um marca-passo antes de renunciar ao cargo em fevereiro de 2013. Já o papa Francisco, por sua vez, passou por diversas intervenções cirúrgicas, incluindo uma internação em julho de 2021 no Hospital Gemelli, onde tratou uma estenose diverticular do cólon, e outra cirurgia em 2023 para tratar uma hérnia relacionada a cicatrizes de operações anteriores.
Francisco também possui um histórico médico que inclui a remoção de parte do pulmão direito em 1957, quando ainda era seminarista em Buenos Aires. Na época, o procedimento foi realizado devido a complicações respiratórias, e, mais tarde, ele relatou que se recuperou sem limitações em suas atividades.
Além das cirurgias mencionadas, o papa Paulo VI também passou por uma operação em novembro de 1967 para tratar uma lesão benigna na próstata, realizada em uma sala de cirurgia montada no Vaticano. Esse histórico de saúde entre os papas ressalta a fragilidade humana mesmo em figuras de grande relevância como os líderes da Igreja Católica.