Paraná avança na presença feminina na ciência com políticas públicas

Iniciativas fortalecem a participação de mulheres em áreas científicas.

O Paraná celebra avanços significativos na presença feminina na ciência, promovidos por políticas públicas e iniciativas da Fundação Araucária.

Avanços significativos na presença feminina na ciência no Paraná

O Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado em 11 de fevereiro, traz à tona a evolução e os desafios enfrentados pelas mulheres no âmbito científico. No Paraná, as políticas públicas implementadas nos últimos anos têm contribuído para um cenário mais inclusivo, destacando o papel essencial das mulheres em áreas historicamente dominadas por homens.

O papel das políticas públicas e da Fundação Araucária

A Fundação Araucária tem se destacado como uma protagonista na transformação do ambiente acadêmico e científico no estado. Com programas focados no fomento e na formação de recursos humanos, a fundação possibilita que as mulheres ocupem espaços significativos nas universidades e nos projetos de pesquisa. Os dados são animadores: mulheres representam 51% do corpo docente e 59% dos alunos de graduação nas universidades estaduais paranaenses. Esse panorama indica um avanço notável na inclusão feminina, especialmente na Universidade Estadual de Maringá (UEM), onde a maioria das coordenações de projetos de pesquisa é feminina.

Destaques femininos na pesquisa

A coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Ecologia de Ambientes Aquáticos Continentais da UEM, Carla Pavanelli, ressalta a importância da liderança feminina na ciência. Apesar de ainda existirem barreiras em algumas áreas acadêmicas, a crescente participação de mulheres em posições de liderança reflete uma mudança cultural necessária. Sob sua coordenação, o programa obteve nota máxima na avaliação quadrienal da Capes, evidenciando a qualidade da pesquisa desenvolvida.

Na Universidade Estadual de Londrina (UEL), 61% dos alunos de pós-graduação são mulheres. A professora Mariangela Hungria, laureada com o Prêmio Mundial da Alimentação em 2025, exemplifica a excelência feminina na ciência, com pesquisas inovadoras voltadas para a agricultura sustentável. Ambas as acadêmicas fazem parte do Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação – NAPI Taxonline, que visa a inovação e a conexão entre pesquisa e mercado.

A importância da inclusão de jovens mulheres

Além das profissionais estabelecidas, jovens estudantes também estão engajadas em iniciativas científicas. Suzanna de Freitas, de 16 anos, é uma das participantes da Rede de Clubes Paraná Faz Ciência, onde explora sua paixão pela química e cosméticos. Essa iniciativa visa inspirar e educar as novas gerações, mostrando que a ciência é um campo acessível e relevante para todos, independentemente do gênero.

O futuro da presença feminina na ciência

Para 2026, a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia terá como tema a participação de mulheres e meninas na ciência, reforçando o compromisso do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com a equidade de gênero. Essa valorização é um passo importante para garantir que o Paraná continue sendo um exemplo de inclusão e progresso na produção científica liderada por mulheres. O apoio contínuo às iniciativas da Fundação Araucária e outras ações governamentais são fundamentais para solidificar essa mudança e garantir que cada vez mais mulheres ocupem espaços de destaque nas ciências.

A jornada pela igualdade de gênero na ciência é longa, mas os resultados e as histórias inspiradoras que emergem do Paraná demonstram que a transformação é possível. O trabalho conjunto entre governo, academia e a sociedade civil é essencial para promover um ambiente mais justo e igualitário, onde as contribuições femininas na ciência sejam reconhecidas e valorizadas.

Fonte: www.parana.pr.gov.br

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