Em fevereiro de 2026, o Paraná alcançou um marco significativo nas vendas do comércio, conforme demonstrado pela Pesquisa Mensal de Comércio (PMC). Este resultado coloca o Estado na liderança do crescimento nacional, com um índice de volume de vendas que atingiu 111,10557, o MAIS alto desde o início da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em janeiro de 2000.
O desempenho do comércio varejista paranaense foi notável, superando a marca de 110 pela segunda vez. O recorde anterior, 110,11676, foi registrado em julho de 2021, quando as atividades começaram a se normalizar após a vacinação contra a Covid-19. O Estado tem apresentado resultados positivos consecutivos, com 36 meses seguidos de índices acima de 100, sendo que em março de 2023, o índice foi de 101,14926.
Jorge Callado, diretor-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), ressaltou que esse índice é um importante indicador econômico, refletindo o consumo das famílias e seu impacto no Produto Interno Bruto (PIB). A alta foi impulsionada pela expansão da abertura de empresas, confiança dos consumidores, inflação controlada e diminuição da inadimplência, que alcançou o menor nível em dez anos, conforme a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).
No primeiro trimestre de 2026, o Paraná registrou a criação de 53,4 mil novas empresas, representando um crescimento de 16,1%. A PMC de fevereiro também revelou que o Estado teve um aumento de 2,9% no volume de vendas em relação a janeiro, desempenho que é quase cinco vezes superior à média nacional de 0,6%.
O Estado se destacou em comparação a outras regiões, superando Bahia (2,7%), Minas Gerais (2,5%) e Paraíba (2,4%). Também foi o líder na região Sul, à frente do Rio Grande do Sul (1,8%) e Santa Catarina (1%). No total, apenas 17 das 27 Unidades da Federação apresentaram resultados positivos.
No acumulado do ano, o comércio varejista do Paraná mantém um crescimento de 3,3%, o dobro da média nacional de 1,5%. Nos últimos doze meses, a alta chega a 2,8%, superando a média nacional de 1,4%. Esse desempenho não inclui setores como veículos e construção civil.