Menos de 24 horas após sua remoção do comando da SAF do Vasco, Pedrinho se dirigiu diretamente aos torcedores por meio de uma carta publicada no site oficial do clube. O ex-presidente demonstrou sua preocupação com os rumos que a instituição pode tomar, além de criticar ações que, segundo ele, vêm ocorrendo nos bastidores há meses. Ele associou seu afastamento ao momento delicado de negociação da venda da SAF.
A decisão que culminou no afastamento de Pedrinho foi proferida pela juíza Caroline Fonseca, da 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, a qual atendeu a um pedido da 777 Carioca. A advogada Samantha Longo foi designada como interventora da empresa. Apesar dessa medida, Pedrinho permanece na presidência do clube associativo.
Em sua mensagem, Pedrinho relatou que estava ciente de movimentações adversas ao trabalho que vinha realizando no Vasco, afirmando que ainda não consegue acreditar na maldade que, segundo ele, está sendo feita ao clube e que poderá ter graves consequências. "Ainda não acredito na maldade que estão fazendo com o Vasco e que pode custar caro ao futuro do clube", escreveu.
Ao abordar a situação política interna do Vasco, o dirigente mencionou ter testemunhado ações que visavam enfraquecer sua gestão e o processo de venda da SAF. "Preciso falar com o torcedor vascaíno porque todos estão cansados de descobrir as coisas pela metade. Há meses um grupo contrário à venda do Vasco se articula na política do clube", declarou.
Pedrinho intensificou suas críticas ao afirmar que observou acusações infundadas criadas para gerar narrativas prejudiciais. Ele destacou as articulações que ocorreram nas sombras e o planejamento de ações nos bastidores. "Estou indignado", afirmou, ressaltando sua incredulidade diante das manobras.
De acordo com informações apuradas, a continuidade da negociação da venda da SAF está atrelada à permanência de Pedrinho como interlocutor do processo, uma vez que as tratativas sempre foram conduzidas diretamente com ele.