Pep Guardiola e o Manchester City confirmaram, nesta sexta-feira (22), o fim de uma parceria que se estendeu por uma década. Após o anúncio, o técnico catalão participou de uma coletiva onde discutiu suas intenções para o futuro após deixar a equipe inglesa.
Guardiola, que deve receber propostas de grandes clubes e seleções, expressou o desejo de tirar um tempo para si antes de se comprometer com novos desafios. "Descanso. Sem planos de treinar por um tempo. Senão eu continuaria aqui. Preciso dar um passo para trás", declarou.
O treinador comentou ainda sobre a pressão constante que enfrentou ao longo de sua carreira, mencionando que muitos acreditam que ele retornará rapidamente ao trabalho. "Muita gente, quando eu contei que seria a minha última temporada, disse que depois de três meses eu estaria de volta. Não acho que vá ser assim, mas terei que provar a mim mesmo [que preciso de descanso]", afirmou Guardiola, que já acumula 17, 18 anos de cobranças contínuas em relação a conquistas.
Durante sua trajetória, Pep Guardiola esteve à frente do Barcelona entre 2008 e 2012, e após um ano sabático em Nova York, assumiu o Bayern de Munique, onde ficou de 2013 a 2016, antes de chegar ao Manchester City. Na Inglaterra, ele conquistou a primeira Champions League da história do clube, além de seis títulos da Premier League, totalizando 20 troféus em sua carreira.
A despedida oficial de Guardiola à frente do City ocorrerá na partida contra o Aston Villa, marcada para domingo (24), no Etihad Stadium. O clube preparou uma homenagem especial, que inclui a inauguração de uma estátua em sua honra e a renomeação da tribuna North Stand para The Pep Guardiola Stand.
"Indescritível, sem palavras. O que posso dizer? Khaldoon [al-Mubarak, presidente do City] me ligou esta manhã e disse que o clube tomou essa decisão. Gosto de pensar que minha vibe, minha energia estará para sempre. Meu pai virá no domingo — ele tem 94 anos — para assistir à partida. É uma incrível honra ter o nome dele nesse lindo lugar", finalizou o treinador.