Desaceleração e estabilidade marcam cenário econômico
Após um semestre positivo, o mercado de trabalho apresenta sinais de desaceleração em 2026, com menos vagas formais do que o esperado.
Após um primeiro semestre de resultados positivos, a atividade econômica captada pelos dados do mercado de trabalho começa a apresentar sinais de desaceleração. Em agosto, foram criadas 147,3 mil vagas formais, abaixo das 160 mil esperadas, e a taxa de desemprego permanece em 5,6%.
Sinais de desaceleração
Os dados recentes do Caged e da Pnad revelam uma mudança no ritmo de contratações, com uma desaceleração generalizada em todos os setores. Rodolpho Tobler, economista da FGV, aponta que o mercado ainda está aquecido, mas a estabilidade na taxa de desemprego, na mínima histórica, indica um movimento de desaceleração.
Expectativas para 2026
Especialistas como Flávio Serrano, do Banco BMG, projetam que a taxa de desemprego poderá aumentar nos próximos meses, especialmente no primeiro semestre de 2026, devido à continuidade da política de juros elevados. Gustavo Rostelato, da Armor Capital, acredita que o mercado ainda deve ser dinâmico, mas espera uma perda de tração nos próximos meses.
Setores em destaque
Os dados positivos da Pnad foram concentrados em setores acíclicos, como administração pública e agropecuária, enquanto a queda no emprego foi puxada pelo setor formal. Laura Moraes, da Neo Investimentos, observa que a desaceleração começou pelo setor formal, o que surpreende as expectativas de que os informais seriam os primeiros a sentir os efeitos.
Conclusão
Embora a situação atual não indique uma piora acentuada no mercado de trabalho em 2026, a geração de vagas e a queda da taxa de desemprego não devem se repetir. A dinâmica do mercado será impactada por fatores como a política monetária e as próximas eleições, que podem estimular a atividade econômica e pressionar a inflação.