Presidente colombiano destaca conquistas no enfrentamento ao narcotráfico em resposta a ameaças dos EUA
Gustavo Petro rebateu críticas de Donald Trump sobre a política antidrogas da Colômbia, destacando apreensões históricas de cocaína.
O embate entre o presidente colombiano Gustavo Petro e seu homólogo americano, Donald Trump, ganhou novos contornos nesta terça-feira (6/1). Em resposta a declarações de Trump que insinuaram uma intervenção militar na Colômbia, Petro reafirmou que sua administração está na vanguarda do combate ao narcotráfico. Em uma postagem nas redes sociais, ele destacou a marca histórica de mais de 3,5 mil toneladas de cocaína apreendidas, com 2,8 mil toneladas já certificadas, o que equivale a 32 bilhões de doses evitadas de chegarem ao consumidor americano. “É um número que nenhum governo colombiano ou estrangeiro jamais alcançou. Um número histórico”, ressaltou.
A origem da tensão entre EUA e Colômbia
A relação entre os Estados Unidos e a Colômbia sempre foi marcada por altos e baixos, especialmente no que tange à luta contra o narcotráfico. Com a recente ofensiva americana na Venezuela, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro, as declarações de Trump sobre a Colômbia reacenderam temores de uma possível intervenção militar. Trump, em sua retórica, se referiu à Colômbia como “muito doente”, sugerindo que a administração de Petro não está lidando adequadamente com a produção de cocaína no país. Essa narrativa não apenas coloca em xeque a política interna colombiana, mas também gera preocupações sobre a soberania do país e a coordenação em políticas de segurança regional.
A resposta de Petro e as implicações políticas
Petro não hesitou em contestar as acusações de Trump, que o rotulou como conivente com o tráfico de drogas. Ele argumentou que essa narrativa serve apenas para minar a cooperação entre os países, e em um tom irônico, afirmou que Trump deveria ser grato à Colômbia por suas contribuições significativas na luta contra o narcotráfico. O presidente colombiano ainda enfatizou que, ao invés de reconhecer os esforços e sacrifícios de seu governo, a administração americana escolhe disseminar mentiras sobre sua liderança.
A situação se complica ainda mais com as ameaças de Petro de que, caso uma invasão ocorra, ele estaria disposto a “pegar em armas” em defesa de seu país. Esse tipo de retórica acirra os ânimos e coloca em evidência a fragilidade da relação entre os dois países, que por muito tempo se apoiaram na luta contra o tráfico de drogas. O embate não é apenas uma questão de política interna, mas reflete as tensões geopolíticas que permeiam toda a América Latina, onde as ações de um país podem ter repercussões diretas sobre os vizinhos.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Marcelo Hernandez/Getty Images + Chip Somodevilla/Getty Images
