BTG Pactual ajusta perspectiva para Petrobras PETR4 citando baixo potencial de valorização e desafios na flexibilidade financeira da estatal
BTG Pactual rebaixa recomendação para Petrobras PETR4, destacando flexibilidade financeira limitada e valuation justo.
A recomendação para as ações Petrobras PETR4 foi rebaixada pelo BTG Pactual para neutra, com preço-alvo definido em US$ 15 para as ADRs, refletindo um potencial de valorização moderado de 19%. A decisão foi motivada pela percepção de baixa flexibilidade financeira da empresa e uma avaliação considerada justa, em meio a um cenário macroeconômico e político incerto.
BTG Pactual vê baixa visibilidade macro e limitações financeiras na Petrobras
Apesar da proximidade das eleições presidenciais, o banco avalia que uma mudança no ciclo político dificilmente provocará alterações significativas na estratégia da Petrobras. Os analistas destacam que a estatal enfrenta uma discrepância entre sua política de dividendos e a geração efetiva de caixa, o que pode resultar em maior alavancagem nos anos de 2026 e 2027.
Produção operacional mantém solidez mesmo diante de desafios financeiros
Segundo o relatório assinado por Rodrigo Almeida e Gustavo Cunha, a execução operacional da Petrobras continua sólida, com uma projeção de produção de 2,7 milhões de barris por dia até 2028, sustentada pela entrada de novos FPSOs. A estratégia de longo prazo da estatal é considerada crível e alinhada aos interesses dos acionistas minoritários.
Política de dividendos gera pressão sobre fluxo de caixa e pode mudar após 2028
O BTG enfatiza que a atual pressão no fluxo de caixa decorre de um ciclo intensivo de investimentos de capital, especialmente no offshore, e não de uma deterioração da estratégia da companhia. Com o preço do Brent projetado em US$ 62 por barril em 2026, o fluxo de caixa livre estimado é de aproximadamente US$ 6,5 bilhões, insuficiente para cobrir os dividendos projetados em US$ 7,6 bilhões. Para alcançar neutralidade no fluxo de caixa, o preço do barril precisaria subir para cerca de US$ 67,5.
Expectativa de desalavancagem a partir de 2028 com conclusão do ciclo de investimentos
Uma vez finalizado o ciclo intenso de capex no campo de Búzios em 2026–27, a expectativa é de que a política de dividendos se alinhe naturalmente ao fluxo de caixa livre da Petrobras. Isso poderá permitir o início de um novo ciclo de desalavancagem a partir de 2028, mesmo sem grandes melhorias macroeconômicas.
O cenário apresentado pelo BTG Pactual reforça a importância de monitorar a evolução dos investimentos e das políticas financeiras da Petrobras, especialmente diante das incertezas políticas e das dinâmicas do mercado internacional de petróleo.
Fonte: www.moneytimes.com.br
