Petroleiras dos EUA avaliam oportunidades na Venezuela e riscos para investidores

Executivos do setor discutem planos de investimento em reunião na Casa Branca

Executivos das petroleiras dos EUA discutem investimentos na Venezuela, mas preocupações com a estabilidade política persistem.

Petroleiras dos EUA e a oportunidade da Venezuela

Os executivos do setor petrolífero dos Estados Unidos se preparam para uma reunião crucial na Casa Branca, marcada para a sexta-feira, 8 de janeiro de 2026. O objetivo principal da discussão será avaliar a viabilidade de investimentos na Venezuela, um país que possui as maiores reservas estimadas de petróleo do mundo. Com o entusiasmo do presidente Donald Trump, as empresas estão diante de um cenário promissor, mas com um pano de fundo de cautela entre os investidores.

O papel do governo e a visão dos investidores

O secretário de Energia, Chris Wright, durante uma conferência de energia da Goldman Sachs em Miami, reiterou a disposição das empresas de petróleo dos EUA em investir bilhões para revitalizar a economia petrolífera venezuelana, especialmente após a remoção de Nicolás Maduro do poder. Contudo, a reação dos investidores tem sido cautelosa. David Byrns, um analista sênior da American Century Investments, expressou preocupações sobre a necessidade de estabilidade política e condições fiscais favoráveis para proteger os investimentos de riscos de nacionalização, um problema já enfrentado no passado na Venezuela.

Reunião com grandes executivos do setor

Na reunião da Casa Branca, Trump pedirá que os executivos do setor petrolífero se comprometam a aumentar a produção de petróleo na Venezuela. O evento contará com a presença de figuras-chave, como o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário do Interior Doug Burgum, além de representantes de empresas como Chevron, Exxon, ConocoPhillips, Repsol, Vitol e Trafigura. Durante reuniões privadas na conferência de Miami, executivos da Chevron e da ConocoPhillips foram relutantes em compartilhar informações sobre a Venezuela, enfatizando que não tomariam decisões apressadas.

Desafios enfrentados pelas empresas

A Chevron já opera na Venezuela, mas as gigantes Exxon e Conoco saíram do país há quase 20 anos após a nacionalização de seus ativos, enfrentando dívidas significativas. A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, afirmou que os novos investimentos na infraestrutura petrolífera trarão benefícios tanto para os EUA quanto para os cidadãos venezuelanos, destacando o potencial de desenvolvimento econômico.

Considerações finais

Apesar do otimismo do governo, a incerteza em relação à estabilidade política e econômica da Venezuela continua a ser um fator crítico que pode influenciar as decisões de investimento das petroleiras. Os investidores permanecem cautelosos, buscando garantias de que seus ativos estarão protegidos contra o risco de nacionalização e outras adversidades que possam surgir. À medida que as discussões avançam, o futuro do setor petrolífero na Venezuela e o impacto nas relações entre EUA e Venezuela permanecem em aberto.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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