O filho do ex-presidente enfrenta consequências por ausências em seu trabalho na Polícia Federal.
Eduardo Bolsonaro enfrenta processo administrativo por faltas na Polícia Federal após a cassação do seu mandato.
A decisão da Corregedoria da Polícia Federal (PF) de abrir um processo administrativo disciplinar contra Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, reflete um momento crítico na trajetória política e funcional do ex-deputado. Eduardo, que desempenha a função de escrivão na PF em Angra dos Reis, foi alvo de sanções devido a faltas não justificadas que ultrapassaram 30 dias. Essa situação surge após a cassação de seu mandato de deputado federal, um evento que não só alterou sua posição legislativa, mas também impactou diretamente sua situação na instituição policial.
O Contexto da Cassação
Desde a cassação de seu mandato em dezembro, Eduardo Bolsonaro enfrenta não apenas as repercussões políticas, mas também administrativas. A decisão da Câmara dos Deputados foi motivada por uma série de controvérsias e acusações que cercaram sua atuação no Congresso. A cassação, que se deu em um clima de polarização acentuada no Brasil, elevou a pressão sobre ele, culminando em sua ausência nos postos de trabalho da PF. A determinação da PF para que Eduardo retornasse ao cargo foi uma tentativa de regularizar sua situação funcional, conforme estipulado em decreto publicado no Diário Oficial da União.
Detalhes do Processo Administrativo
A PF começou a contabilizar as ausências de Eduardo a partir de 19 de dezembro de 2025, categorizando-as como injustificadas. O processo disciplinar sumário visa apurar a responsabilidade de Eduardo, cuja função lhe garante um salário que varia entre R$ 14.164,81 a R$ 21.987,38, dependendo da progressão funcional. O retorno à PF é obrigatório e, caso Eduardo não atenda à determinação, poderá enfrentar sanções adicionais que podem incluir a perda do cargo ou outras penalidades administrativas.
O Impacto das Faltas e a Reação de Eduardo
Eduardo Bolsonaro, atualmente residindo nos Estados Unidos e se autodenominando um ‘autoexilado’, se manifestou contra a determinação da PF em vídeo, alegando que não retornaria ao Brasil devido ao que considera uma perseguição judicial. Ele expressou seu descontentamento ao afirmar que não trocaria sua honra por um cargo burocrático e indicou que lutará para manter sua posição na PF. Essa resistência pode causar repercussões não apenas em sua carreira, mas também na imagem pública da família Bolsonaro, que já enfrenta desafios significativos no cenário político brasileiro.
Expectativas Futuras
O desdobrar deste processo administrativo pode ter consequências significativas para Eduardo Bolsonaro, incluindo a possibilidade de não somente perder o cargo na PF, mas também enfrentar outras implicações legais e políticas. Além deste, ele já estava sob investigação em outro processo administrativo na PF, relacionado à sua conduta enquanto vivia no exterior. A situação de Eduardo é emblemática do clima político atual no Brasil, onde a polarização e as tensões entre o governo e a oposição continuam a moldar o cenário nacional.
Conclusão
As falhas de Eduardo Bolsonaro em justificar suas ausências no trabalho geraram um novo capítulo em sua já tumultuada trajetória política. A abertura de um processo administrativo pela PF não apenas ameaça sua posição na corporação, mas também reflete o ambiente volátil que marca a política brasileira na atualidade. O futuro de Eduardo dependerá de sua capacidade de lidar com as implicações dessa situação e de suas decisões nos próximos meses.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: m colorida do Eduardo Bolsonaro