Russell e Verstappen discutem dificuldades de ultrapassagem e desafios técnicos na corrida sprint em Losail
Condutores explicam por que o sprint do GP do Qatar foi considerado "sem emoção", destacando dificuldades em ultrapassagens e limitações do DRS.
Análise dos pilotos sobre o sprint do GP do Qatar e as dificuldades de ultrapassagem
O sprint do GP do Qatar realizado no circuito de Losail foi classificado por diversos pilotos da Fórmula 1 como “sem emoção” devido às poucas manobras de ultrapassagem registradas na prova de 19 voltas. George Russell, piloto da Mercedes, que já havia antecipado a situação, apontou a dificuldade de se manter próximo a outro carro nas curvas de alta velocidade como o principal obstáculo para disputas acirradas.
Russell explicou que o atual layout do circuito, com curvas rápidas seguidas por retas curtas, torna desafiador o uso do DRS (Dispositivo de Redução de Arrasto). “Não consegui ativar o DRS nem uma vez durante toda a volta”, afirmou. Ele ressaltou ainda que a extensão do DRS já foi definida pela FIA meses antes do início do campeonato e que ajustes durante o fim de semana de corrida são pouco prováveis devido a riscos técnicos e de segurança.
Aspectos técnicos que influenciam desempenho e emoção nas corridas
Max Verstappen, piloto da Red Bull Racing, também ofereceu sua perspectiva, destacando que o superaquecimento do pneu dianteiro esquerdo na sequência de curvas de alta é um problema crítico para os pilotos que tentam acompanhar de perto outro competidor. “Após três ou quatro voltas seguindo outro carro, o pneu está praticamente inutilizado”, explicou o campeão.
Além disso, Verstappen apontou que a aderência elevada proporciona boa tração para todos, mas a limitação do DRS combinado com o desgaste dos pneus limita as chances de ultrapassagem no circuito. Ele, porém, ponderou que a corrida principal pode apresentar surpresas devido a estratégias de paradas e possibilidades de safety car, que podem modificar o desenrolar da prova.
Reações e previsões para o GP principal em Losail
Lando Norris, da McLaren, também concordou com a dificuldade de manter proximidade durante as voltas, afirmando que estar a até três segundos do carro à frente já é um desafio em Losail. A FIA confirmou que não haverá mudanças no DRS para a corrida do domingo, justificando que as decisões foram tomadas com base em dados e planejamento anteriores à temporada.
Apesar das críticas referentes ao sprint, os pilotos enfatizam que a pilotagem no circuito é gratificante pela característica técnica das curvas de alta velocidade, mesmo que isso não gere muitas disputas diretas na pista. O desafio para as equipes e reguladores permanece em equilibrar a ação emocionante para o público sem comprometer a segurança e o desempenho dos carros.
Considerações finais sobre o futuro da F1 em circuitos semelhantes
O resultado do sprint no GP do Qatar reacendeu o debate entre autoridades, equipes e pilotos sobre a necessidade de ajustes no formato das corridas e nas especificações técnicas para garantir corridas mais competitivas. O atual modelo de carros com efeito solo, embora promova desempenho em curvas rápidas, traz dificuldades para ultrapassagens, sobretudo em pistas com traçados como o de Losail.
Entretanto, pilotos como Verstappen mantêm uma visão otimista, lembrando que variáveis durante a corrida podem alterar a dinâmica e que o espetáculo da Fórmula 1 está sempre sujeito a mudanças imprevisíveis. A experiência em Qatar servirá como referência para futuras avaliações técnicas e estratégicas da categoria.
Fonte: www.autosport.com
Fonte: s via Getty Images