O sistema de pagamentos instantâneos continua a crescer e a inovar no Brasil.
Em 2025, o sistema de pagamentos Pix movimentou mais de R$ 35 trilhões, apresentando um crescimento significativo em relação ao ano anterior.
O sistema de pagamentos Pix, implantado no Brasil, atingiu em 2025 um impressionante total de R$ 35,4 trilhões movimentados, segundo dados recentes do Banco Central. Este montante representa um crescimento de 33,6% em comparação com 2024, quando o sistema registrou movimentações de R$ 26,24 trilhões. Ao todo, foram realizadas quase 80 bilhões de transações, destacando a adesão crescente dos brasileiros a essa modalidade de pagamento.
O impacto do Pix na economia brasileira
O aumento significativo no volume de transações via Pix tem sido um fenômeno observado desde a sua implementação em 2020. O sistema de pagamentos instantâneos não apenas revolucionou a forma como os brasileiros realizam transferências e pagamentos, mas também contribuiu para a eficiência do sistema financeiro nacional. A facilidade de uso, aliada à rapidez das transações, tem incentivado tanto consumidores quanto empresas a adotarem essa ferramenta como principal meio de pagamento.
Em 2025, foram registradas 79,8 bilhões de operações, superando as 63,5 bilhões de transações realizadas em 2024. Essa tendência de crescimento reflete não apenas a confiança no sistema, mas também a constante evolução das funcionalidades oferecidas, visando melhorar a experiência do usuário e garantir maior segurança nas operações.
Inovações e novas funcionalidades do Pix
Recentemente, o Banco Central introduziu novas regras que visam aumentar a segurança das transações via Pix. A partir de agora, as instituições financeiras são obrigadas a permitir a devolução de valores em casos de fraudes ou falhas operacionais. Anteriormente, a restituição dependia apenas da conta utilizada no golpe, o que dificultava o rastreamento dos valores. Com as novas normas, espera-se que o sistema se torne ainda mais seguro e confiável.
Outra inovação é a possibilidade de quitação de cobranças através de QR Code, que também integra pagamentos via boletos. Embora essa funcionalidade já esteja disponível de forma opcional, a expectativa é que se torne obrigatória a partir de novembro deste ano, aumentando a agilidade nas transações comerciais.
Além disso, o Banco Central está desenvolvendo funcionalidades para permitir que duplicatas escriturais sejam pagas via Pix, facilitando a antecipação de recebíveis e reduzindo custos operacionais para as empresas.
O futuro do Pix e suas implicações
O Banco Central também está explorando a viabilidade de um modelo de Pix parcelado, destinado a cerca de 60 milhões de brasileiros que não possuem cartão de crédito, ampliando assim o acesso a crédito. Além disso, estão em andamento propostas para permitir pagamentos por aproximação mesmo sem conexão à Internet, o que deve fortalecer a inclusão financeira e a eficiência das transações eletrônicas.
No âmbito internacional, o Pix já é aceito em países como Argentina, Estados Unidos e Portugal. A proposta em estudo visa criar um modelo definitivo para pagamentos transfronteiriços, o que poderia ampliar a integração financeira entre países.
Conclusão
O crescimento do sistema Pix em 2025 é um reflexo da transformação digital no Brasil, onde a facilidade e a segurança nas transações financeiras estão cada vez mais em foco. As inovações planejadas para os próximos anos prometem não apenas aumentar a eficiência do sistema, mas também garantir que um maior número de brasileiros tenha acesso a soluções modernas de pagamento, contribuindo para a modernização da economia brasileira.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Luh Fiuza/Metrópoles @luhfiuzafotografia